Pequim suspende sanções em gesto de diálogo, visando estabilizar relações econômicas com Washington
A China anunciou que suspenderá as restrições impostas a 15 empresas americanas incluídas em sua lista de controle de exportações, em um gesto de implementação do consenso alcançado nas negociações econômicas e comerciais entre Pequim e Washington em Kuala Lumpur. As medidas entrarão em vigor a partir de 10 de novembro, informou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês nesta quarta-feira.
Segundo o ministério, as companhias haviam sido incluídas na lista em março, por meio do Anúncio nº 13 de 2025, que proibia exportações de itens de uso duplo – materiais e tecnologias com aplicação tanto civil quanto militar – a essas entidades. Entre elas estão Leidos, Gibbs & Cox, IP Video Market Info, Sourcemap, Skydio, Rapid Flight, Red Six Solutions, Shield AI, HavocAI, Neros Technologies, Group W, Aerkomm, General Atomics Aeronautical Systems, General Dynamics Land Systems e AeroVironment.
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Rearp: prazo acaba dia 19; veja como aderir - Regime permite atualizar imóveis e veículos com IR reduzido antes da venda, mas especialistas alertam que benefício exige planejamento De acordo com o comunicado, as medidas contra outras 16 empresas americanas, incluídas em abril no Anúncio nº 21, permanecerão suspensas por mais um ano. Exportadores que desejarem retomar negócios com as entidades afetadas deverão apresentar pedido de licença ao Ministério do Comércio, que avaliará as solicitações.
Em nota separada, o ministério também informou que cancelará parcialmente as sanções aplicadas a empresas dos EUA incluídas na lista de entidades não confiáveis, mantendo suspensas por um ano as restrições de abril e encerrando as de março. O governo chinês afirmou que as decisões visam cumprir os compromissos assumidos no diálogo bilateral e promover um ambiente comercial mais estável entre as duas potências.
(Com informações da Agência Estadão, Por Pedro Lima)

