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sábado, 15 maio 2021

Cristãos da China sofrem perseguição, aponta relatório

Um cristão chinês revelou que foi espancado em uma sala sem janelas por quase 10 meses

Por Geila Salomão

Uma verdadeira lavagem cerebral nos cristãos estaria sendo feita pelas autoridades da China, os mantendo em instalações secretas e campos de “transformação”, de acordo com um novo relatório divulgado pela Radio Free Asia.

O relatório revelou a história de Li Yuese (pseudônimo), que foi detido após uma batida em sua igreja em 2018 e espancado em uma sala sem janelas por quase 10 meses.

Li disse que a maioria de seus companheiros de prisão também participaram de atividades relacionadas à igreja. Como a maioria não havia feito nada que pudesse desencadear um processo criminal, a polícia os enviou para os campos de “transformação”.

“Eles usavam métodos de lavagem cerebral naqueles que estavam sob fiança do centro de detenção. Os presidiários que se recusavam a “admitir seus erros” eram mantidos em confinamento solitário por longos períodos num porão secreto, sem janelas, nem ventilação, nem tempo do lado de fora. Não há limite de tempo para o processo de lavagem cerebral, sem ver o sol o conceito de tempo é perdido”, disse ele.

Li Yuese relata que as tentativas de suicídio e a automutilação são comuns. Ele não conseguia dormir; depois de uma semana, a morte parecia ser a melhor opção, tanto que ele se batia contra a parede a fim de se machucar.

O Partido Comunista Chinês, que abraça o ateísmo, exerce um controle rígido sobre qualquer forma de prática religiosa entre seus cidadãos.

Outro cristão, que pediu para permanecer anônimo, disse à RFA que esse tipo de instalação é usada na China não apenas para protestantes, mas também para membros da Igreja Católica clandestina e da prática espiritual chinesa Falun Gong, um alvo das autoridades desde 1999.

“Alguns [bispos e padres] foram mandados de volta para casa depois de cinco ou seis anos, e foi assim que as pessoas souberam dos centros de lavagem cerebral — por meio de seus relatos”, disse o advogado de sobrenome Zhang, da província de Hebei, no norte do país, que representou vários ex-detidos católicos.

De acordo com uma reportagem da revista internacional Bitter Winter, que entrevistou uma ex-vítima de lavagem cerebral em novembro de 2020, os métodos usados ​​nos centros variam de espancamentos a tortura, incluindo chuveiros frios em temperaturas abaixo de zero e exigir que os presos carreguem grandes baldes de água ao redor do pescoço.

*Com informações Guia-me

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