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domingo, 29 maio 2022

China aumenta censura de sites e aplicativos cristãos

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Um dos mais famosos sites cristãos teve que fechar enquanto os proprietários de outro site foram advertidos para “alinhar o conteúdo com as novas medidas”

Novas regulamentações da internet, que entraram em vigor em 1º de março, começam a surtir efeito. Um conhecido site cristão chinês foi forçado a fechar após a implementação de novos regulamentos da Internet no início deste ano.

Depois de mais de 20 anos online, o site “Jona Home” fechou em 12 de abril, deixando no ar uma página estática com uma nota dizendo: “O desaparecimento de um site é apenas o desaparecimento de um site, não tem nenhum significado. Exceto que o link do site não pode mais ser aberto, nada está parado. Não se preocupe e apenas continue andando”.

As novas Medidas para a Administração de Serviços de Informação Religiosa na Internet, que entraram em vigor em 1º de março, exigem que os internautas que desejam postar conteúdo religioso obtenham uma permissão. A licença está disponível apenas para qualquer uma das cinco instituições religiosas aprovadas pelo estado (budismo, taoísmo, catolicismo, protestantismo e islamismo), como o Movimento Patriótico das Três Autonomias .

O objetivo é limitar ainda mais o alcance do compartilhamento público da fé e forçar todas as religiões a se alinharem com o socialismo chinês.

Quem não cumprir recebe uma advertência. Um site cristão que oferece notícias, relatórios e devocionais foi bloqueado por 10 dias no mês passado, pois os proprietários foram instruídos a adequar o conteúdo aos novos regulamentos. “Por favor, preste atenção especial ao Artigo 17”, dizia o aviso. “Além de quaisquer circunstâncias previstas nos Artigos 15 e 16, nenhuma organização ou indivíduo deve pregar suas religiões, realizar treinamento religioso, postar ou repassar sermões ou pregação das escrituras, realizar atividades religiosas ou transmitir ao vivo ou postar textos, fotos ou vídeos gravados de rituais religiosos incluindo serviços, adoração, queima de incenso, unção monástica, canto das escrituras, missa ou batismo na Internet.”

Embora algumas contas no WeChat – o aplicativo número 1 da China – e os aplicativos da Bíblia tenham sido fechados nos últimos anos, aparentemente apenas a menção da palavra “evangelho (fuyin)” agora faz soar o alarme.

“Uma conta oficial contendo a palavra “evangelho” foi bloqueada permanentemente em 18 de abril”, segundo o China Christian Daily. “A equipe operacional registrou outra conta que logo se tornou uma “conta sem nome”. Nenhuma conta relacionada ao cristianismo pode ser encontrada ao pesquisar “evangelho” no WeChat”, disse o artigo.

Um documento publicado pela Portas Abertas sobre os níveis de perseguição da China relata que “os níveis crescentes de controle da internet em combinação com o aumento da vigilância física (como a leitura facial e de biometria) são “de longo alcance e podem se tornar como um Grande Irmão (como de George Orwell relatou em sua obra 1984, sobre autoritarismo baseado em tecnologia), uma vez que os recursos técnicos estejam todos em vigor. A vontade política para isso parece certa”. “Os cristãos podem acessar a Internet, mas sempre precisam ter cuidado com o que estão fazendo e com quem estão se encontrando. Para os cristãos, o espaço da Internet tornou-se indiscutivelmente mais restrito do que para o cidadão médio, pois eles são reconhecidos pelo Governo como aliados das influências ocidentais”, conclui o relatório.

Há dois anos, a China voltou a entrar no top 20 da Lista Mundial da Perseguição, editada anualmente há mais de 25 anos pela Portas Abertas. O país ocupa, atualmente, a 17ª posição no ranking dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Com informações do Portas Abertas

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