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sábado, 15 agosto, 2020

Cerimônia de Abertura das Olimpíadas é o primeiro ouro do Brasil

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Com um evento emocionante e belíssimo, país volta os olhos do mundo para os jogos Rio 2016. Igrejas começam evangelismo já na abertura.

Um show a parte. Essa foi a melhor definição para a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Uma declaração pujante, logo de entrada, de que a voz da cerimônia de abertura dos Jogos do Rio seria a do povo brasileiro e suas criações, sua música revolucionária e sua arte, e não a do poder político, tão controverso. A primeira medalha de ouro que o país podia receber em um momento de crise política e econômica.

A visão do Cristo Redentor banhado de verde e amarelo, as cores da bandeira da Ordem e do Progresso, foi rapidamente suplantada por um espetáculo íntimo, ainda que celebrado em um palco gigantesco, o Maracanã. O espetáculo, capaz de converter o hino do Brasil quase em uma canção de protesto interpretada na voz íntima de Paulinho da Viola afastou dos Jogos o tradicional tom triunfalista, de loucura festiva sem sentido.

Consequentes com a suave e curta montagem de entrada, uma celebração do melhor que o Brasil deu ao mundo a música nascida sempre das classes populares, o desfile das nações participantes lideradas por seu melhor esportista porta-bandeira se livrou de tudo que poderia aproximá-lo dos habituais simulacros de desfiles militares para transformar o Maracanã em um sambódromo pelo qual os atletas passeavam como grupos de amigos no Carnaval, fantasiados com seus uniformes, dançando, alterando as filas e a ordem. Levavam uma semente de árvore, de 207 espécies diferentes, tantas quanto os países participantes, que depois serão transplantadas a um parque em Deodoro. Guiando-os em triciclos estavam voluntários. As folhas de pau brasil, a árvore de onde os portugueses extraíam a tinta vermelha que deu nome ao país, substituíram, simples, naturais, as extravagâncias do poderio tecnológico que guiou outras cerimônias pelo mundo.
Antes deles desfilou a musa Gisele Bündchen, ao som da Garota de Ipanema que Daniel Jobim, o neto de Tom Jobim, lhe tocava ao piano: as curvas da Bossa Nova sobre as curvas da arquitetura de Oscar Niemeyer.

Em 2012, na cerimônia de abertura dos Jogos de Londres, o Reino Unido mostrou seu orgulho e sua história imperial partindo de sua grande contribuição à história, a revolução industrial que abriu passo ao capitalismo. No Rio, o diretor e ideólogo do espetáculo, Fernando Meirelles do filme Cidade de Deus, contou a história do Brasil: os povos indígenas e suas selvas insondáveis, a descoberta e conquista portuguesas, o uso dos bosques e sua destruição, a exploração escravocrata de quatro séculos, a revolução urbana, a necessidade de regressar à floresta e reconstruir a selva amazônica para sobreviver, tudo através de suas músicas populares, da Bossa Nova, da construção mais geométrica de Chico Buarque, o passinho, a voz das favelas, o samba de Elza Soares, o rap de Karol Conka, o maracatu de Pernambuco, para confluir todos no País Tropical cantado por Jorge Ben Jor. Cambaleante, decolou e saiu pelo teto do estádio o 14 Bis de Santos Dumont, o inventor da aviação mundial faz 110 anos.

Vanderlei Cordeiro de Lima acende a pira
“Espero que a cerimônia seja um remédio para a depressão de meu país”, disse Meirelles. “Outros falaram deles, do que fizeram pelo mundo. O Brasil quis falar do futuro, do que todos juntos podemos fazer pelo planeta”. E para reforçar a mensagem, o final da festa foi uma visão poética da necessidade da ecologia, uma poesia, A flor e a náusea, de Carlos Drummond de Andrade, recitada em português e inglês pelas atrizes Fernanda Montenegro e Judi Dench, tremendas e profundas acompanhadas de imagens de um simulacro de como a água sepultará Amsterdã, a Flórida, as ilhas Maldivas, se o aquecimento global não for detido. Mais de 3 bilhões de pessoas, disseram os organizadores, viram tudo pela televisão em todo o mundo.
A festa acabou com a poesia e a transcendência da microbiologia como religião de futuro, antes que viessem os russos mal-amados, os admirados refugiados, o cerimonial, os discursos, as vaias a Temer ao declarar abertos os Jogos e os rituais da bandeira olímpica, o juramento olímpico, a pomba da paz e a chama roubada por Prometeu que chegou às mãos de Vanderlei Cordeiro de Lima, o maratonista brasileiro atacado por um clérigo louco quando estava prestes a se proclamar campeão olímpico em Atenas. Cordeiro encontrou consolo da glória roubada, 12 anos mais tarde, portando a tocha pela escada até à pira onde brilhará, purificadora, nos próximos 17 dias no Rio, pairando sobre os melhores esportistas, os mais motivados, os entregues a um sonho, como ele foi.

Evangelismo começa
Muitas são as igrejas que estão fazendo evangelismo durante as Olimpíadas. Vários voluntários decidiram partir para o Rio de Janeiro com o objetivo de levar a Palavra de Deus a quem não conhece das diversas partes do mundo.
O Ministério King’s Company reuniu evangelistas de todo o país que estiveram nas proximidades do Maracanã louvando, abordando quem passava e orando com eles em diversas línguas. São 20 pessoas atuando no projeto, três deles capixabas.
Nesta manhã (6/8), os voluntários começaram o dia no Boulevard Olímpico, localizado na Praça Mauá, e várias pessoas receberam orações, muitos se convertendo ao Evangelho.
“Estamos fazendo abordagem individual com pessoas de várias nacionalidades. É uma evangelização de impacto”, contou o pastor Ismael Anderson, um dos participantes capixabas do King’s Company.

 

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