Cristãos perseguidos na Síria tem esperança renovada

Ajudar e fortalecer espiritualmente as crianças é um dos objetivos do Centro de Esperança na Síria (Foto: Portas Abertas)
Ajudar e fortalecer espiritualmente as crianças é um dos objetivos do Centro de Esperança na Síria (Foto: Portas Abertas)

Centros de Esperança distribuídos por todo o país levam apoio à Igreja Perseguida, que já enfrenta a guerra há mais de 8 anos

Após oito anos de guerra civil pessoas são forçadas a fugir por causa da violência, inflação e desemprego na Síria. No entanto, alguns optaram por permanecer e compartilhar o amor de Jesus em sua terra natal.

Assim, “Centros de Esperança”, locais de treinamento e serviços para pessoas que permaneceram ou retornam ao país, foram estabelecidos por meio de parceiros locais e a organização Portas Abertas.

Distribuição de comida, atividades com jovens e crianças, aulas de inglês, discipulado de novos convertidos ao cristianismo, empréstimos comerciais, cursos de casamento, entre outras são realizadas no centro.

Segundo o pastor Abdallah, fundador de um dos “Centros de Esperança”, por meio de sua igreja em Alepo, na Síria. De acordo com ele membros da comunidade mais atingidos pela guerra recebem apoio. Assim uma doação ajuda a manter esses centros e que mais crianças sejam alcançadas para a Palavra de Deus.

“As famílias estão perplexas e confusas com o futuro. Elas estão sem emprego, suas casas estão destruídas ou danificadas. Existem muitos desafios na vida das pessoas”, diz o pastor.

“As crianças são a geração que mais se feriu nesta guerra. Queremos ajudá-las e fortalece-las psicológica e espiritualmente, além de remover os efeitos colaterais da guerra”, complementa o líder.

Reemon, 14 anos, e os irmãos Michel, 6 anos, e Karim, 10 anos, participam ativamente do Centro de Esperança (Foto: Portas Abertas)
Reemon, 14 anos, e os irmãos Michel, 6 anos, e Karim, 10 anos, participam ativamente do Centro de Esperança (Foto: Portas Abertas)
FAMÍLIA DEVASTADA

Dyala e seus três filhos formam uma família devastada pela guerra na Síria. Segundo a mulher, foi muito difícil ver como o filho mais velho, Reemon, 14, foi afetado pelo terrorismo em seu vilarejo.

“Reemon ficou traumatizado. Quando chegamos, ele não conseguia dormir à noite. Ele me dizia que sonhava com os homens vindo para levá-lo embora”, revela.

O menino também ficava com medo quando ouvia o chamado às cinco orações diárias do islamismo. Quando ouvia “Allahu Akbar”, que significa “Alá é maior”, o lembrava do que os terroristas gritavam antes de atirar e matar, e se sentia ameaçado pelas palavras.

Além disso, tem medo de trovão, pois pensa que é o barulho de bombas. “Para ajudar a achar uma solução para seus medos, eu o levo aos líderes cristãos para que orem por ele”, explica a mãe.

“Uma comunidade cristã onde eles podem encontrar respostas para suas perguntas sem resposta e um lugar que os leve para mais perto de Deus. Onde eles façam novos amigos e fiquem longe de más companhias!, destacou Dyala, que leva os filhos a escola dominical.

Os meninos frequentam o “Centro de Esperança” e “as notas na escola melhoraram”. Reemon se inscreveu para um curso chamado “Minha vida tem um significado”, que teve um impacto positivo para ele.

“Ele mudou de alguém que era violento e sempre batia nos irmãos para alguém que às vezes está disposto a sentar e conversar calmamente, o que foi uma surpresa para mim”, conta a mãe, Dyala.

*Da redação, com informações do Portas Abertas 


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