Cem dias do assassinato de Marielle Franco

Foto: Reprodução Web

A vereadora carioca foi assassinada no dia 14 de março, junto com o motorista dela

Marielle Franco (PSOL) era “cria da Maré”, como gostava de dizer. Ela foi eleita vereadora do Rio de Janeiro com 46 mil votos, mas sua trajetória política foi interrompida por assassinos ainda desconhecidos na noite de 14 de março. Nesta sexta-feira (22), completam 100 dias que eles atiraram no carro em que ela estava.

A vereadora e o motorista Anderson Gomes morreram com os disparos. As investigações sobre o crime passaram a ser acompanhadas de perto pela comunidade internacional e entidades de defesa de direitos humanos. A investigação segue sob sigilo na Polícia Civil do Rio de Janeiro

Confira abaixo a linha do tempo com as principais repercussões, protestos e desdobramentos do caso. As informações são da Agência Brasil.

Caso Marielle Franco

14 de março:
Marielle Franco e Anderson Gomes são mortos a tiros à noite por ocupantes de um veículo que seguiu os dois desde a Câmara Municipal.

16 de março:
– Corpos de Marielle e Anderson são sepultados
– Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, se reúne com interventor federal e diz que acompanhará investigações
– PF abre inquérito para investigar origem da munição

18 de março:
– Conselho Nacional de Direitos Humanos pede proteção para família e amigos de Marielle

20 de março:
– Manifestação reúne milhares de pessoas no centro do Rio e pede justiça

21 de março:
– Papa Francisco telefona para família de Marielle

29 de março:
– Secretário de Segurança Pública admite que morte de Marielle pode estar ligada à atuação política da vereadora

4 de abril:
– Polícia Civil ouve vereadores em investigação

9 de abril:
– Colaborador ouvido pela Polícia Civil é encontrado morto

10 de abril:
– Ministro da Segurança Pública diz que hipóteses se afunilaram

13 de abril:
– Anistia Internacional cobra solução do crime

16 de abril:
– Possibilidade de participação de milicianos no assassinato tem crescido, diz Jungmann

9 de maio:
– Testemunha acusa vereador Marcelo Siciliano e ex-policial militar Orlando da Curicica de responsabilidade no crime. Siciliano afirma ser vítima de um factoide

14 de maio:
– Vereador Marcelo Siciliano nega envolvimento com milícias da zona oeste

16 de maio:
– Ex-PM Orlando da Curicica presta depoimento e nega participação no assassinato

19 de junho:
– Suspeito de envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson é transferido para presídio federal


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