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terça-feira, 20 abril 2021

Páscoa: celebração é um momento de medo e tristeza para muitos cristãos

Em países em que há perseguição religiosa contra cristãos, seguidores de Jesus celebram a Páscoa temerosos por suas vidas

O período da Páscoa é significativo para cristãos de todo mundo porque representa a morte e ressureição de Jesus. Nessas datas, as igrejas livres podem celebrar a salvação em Cristo, porém, cristãos da Igreja Perseguida vivem com medo de ataques extremistas, enquanto se reúnem para relembrar a maior prova de amor de Deus pela humanidade.

O ataque mais mortal neste período foi no Sri Lanka, na Páscoa de 2019. Na ocasião, 259 pessoas morreram e 500 ficaram feridas nos incidentes que aconteceram em três igrejas e hotéis onde a data estava sendo celebrada. Porém já aconteceram dezenas de outros incidentes em outros países como Egito, Índia, Nepal, Paquistão, Síria e Quênia.

Por que os cristãos vivem com medo?

Os ataques em massa costumam acontecer em datas comemorativas como Natal e Páscoa. Mas os cristãos dos países elencados na Lista Mundial da Perseguição 2021 costumam conviver com a pressão por meio de insultos e assédios de vizinhos e até de autoridades.

Sara é uma cristã que enfrentou também a violência no Egito. Ela saiu de casa para fazer compra de comida durante o dia e foi atacada por um radical islâmico. Ela foi facilmente identificada por não estar usando o véu cobrindo os cabelos.

A cristã só percebeu a aproximação do jihadista quando ele disse: “Morra, sua cristã suja”.  Imediatamente ela sentiu algo pontiagudo no corpo e viu que estava sangrando muito. Mas Sara só pensava na filha que tinha ficado em casa. Neste momento ela quase desmaiou e foi levada para o hospital mais próximo, e pela graça de Deus sobreviveu.

O homem que atacou a cristã ficou impune e isso a amedrontou: “Ele pode fazer o mesmo comigo novamente ou com minha filha ou até mesmo outras pessoas. E talvez outro faça igual, porque viu que ele não foi responsabilizado, mas sim libertado“.

Apesar de ser vítima do extremismo islâmico e do descaso das autoridades, a cristã egípcia disse que não guarda rancor do jihadista. “Eu perdoo meu agressor e oro por ele, peço para Deus transformar a mente dele e guiá-lo. Para que ele possa se voltar para o Senhor e se arrepender“, explica Sara.

*Com informações de Portas Abertas

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