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domingo, 11 DE janeiro DE 2026

Catolicismo recua e evangélicos avançam no Chile, revela levantamento

No Chile, o número de evangélicos tem crescido ao longo das décadas - Foto: Reprodução/Imagem Ilustrativa

Apesar de ainda liderar em número de fiéis, o catolicismo registra queda contínua, enquanto a religião evangélica avança e chega a 16,3% da população

Por Patricia Scott

O Instituto Nacional de Estatística (INE) do Chile divulgou, nesta semana, a quarta rodada de resultados do Censo Populacional e Habitacional de 2024, a última prevista para o primeiro semestre. O levantamento traça um amplo retrato da sociedade chilena, abordando questões como religião, identidade de gênero, etnia, deficiência e escolaridade.

A religião católica continua a ser a maior do país, mas tem perdido espaço nas últimas décadas: em 1992, 76,9% da população se declarava católica; em 2002, esse número caiu para 70%, e em 2024, chega a 54%. Em contrapartida, os evangélicos e protestantes mantêm trajetória de crescimento. Representavam 13,2% em 1992, 15,1% em 2002, e agora atingem 16,3% da população.

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Segundo os dados, 74,2% da população com 15 anos ou mais — cerca de 11,2 milhões de pessoas — declararam pertencer a alguma religião ou crença. A maioria é composta por mulheres (54,5%) e apresenta idade média de 46,7 anos, superior à média de 38,8 anos dos que não professam qualquer fé. Geograficamente, as regiões com maior adesão religiosa são Maule (81,7%), Ñuble (80,1%) e O’Higgins (79,4%).

O número de pessoas sem filiação religiosa também aumentou significativamente: passou de 8,3% em 2002 para 25,8% em 2024 — uma em cada quatro pessoas com 15 anos ou mais não professa religião ou crença.

Identidade de gênero

O censo também trouxe dados inéditos sobre identidade de gênero entre adultos com 18 anos ou mais. Do total, 51,9% se identificam com o gênero feminino e 47,6% com o masculino, ambos compatíveis com o sexo de nascimento.

Identificações fora do binarismo de gênero somam menos de 0,5% da população: 0,2% se identificam como transmasculinos, 0,1% como transfemininos, 0,1% como não binários e 0,03% com gênero diferente da sua composição genética.

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Os dados evidenciam não apenas uma transformação na esfera religiosa, mas também a crescente visibilidade — ainda que minoritária — de expressões de identidade de gênero fora dos padrões tradicionais. Segundo o INE, os dados devem embasar políticas públicas mais inclusivas e adaptadas à realidade demográfica do país. Com informações Evangélico Digital 

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