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domingo, 5 dezembro 2021

ONU faz alerta de catástrofe humanitária na Síria

Cerca de 40 mil sírios estão agrupados perto da fronteira do país com a Jordânia

Os sírios continuam sofrendo com intensos bombardeios. Na tentativa de minimizar os problemas humanitários, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu nesta terça-feira (03) que a Jordânia abra suas fronteiras para sírios. A população tenta fugir de um crescente conflito na região de Deraa, no Sudoeste da Síria.

Somente nas últimas duas semanas, cerca de 270 mil pessoas fugiram de ataques aéreos e terrestres na região, afirmou a ONU. A Jordânia já abriga 650 mil refugiados sírios registrados desde o começo da guerra.

Liz Throssell, porta-voz de direitos humanos da ONU, anunciou à imprensa: “Nós pedimos que o governo da Jordânia mantenha sua fronteira aberta. Precisamos que outros países da região colaborem e recebam os civis que estão fugindo”, pediu.

Israel indicou no domingo (01) que vai continuar fornecendo ajuda humanitária aos refugiados que tentam escapar da guerra. No entanto, nenhum civil será recebido em seu território.

O governo de Benjamin Netanyahu enviou toneladas de produtos alimentos, roupas e medicamentos aos civis refugiados na parte síria das Colinas de Golã.

Deraa é uma região sensível pela proximidade com a Jordânia e com as Colinas de Golã, anexadas parcialmente por Israel.

No ano passado, EUA e Rússia, principal aliada de Assad, concordaram em fazer de Deraa uma das quatro “zonas de distensão” (livres de conflito), na tentativa de ajudar a conter a violência.

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