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terça-feira, 10 DE fevereiro DE 2026

Caso Universal leva MP a ouvir coronéis do 8 de Janeiro

Marcelo Casimiro Vasconcelos é um dos três oficiais da Polícia Militar do DF condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

Ministério Público investiga envolvimento de coronéis condenados pelo 8 de Janeiro em possível imposição de participação em evento dentro da Igreja, em Brasília

Por Cristiano Stefenoni

A Igreja Universal do Reino de Deus está no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que apura a suposta obrigatoriedade de policiais militares participarem de um evento religioso dentro de um templo da denominação, em Brasília. O caso envolve três oficiais da Polícia Militar do DF condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e reacende o debate sobre os limites entre Estado e religião.

O promotor Flávio Milhomem solicitou a oitiva dos coronéis Fábio Augusto Vieira, Jorge Eduardo Naime e Marcelo Casimiro Vasconcelos. O pedido foi encaminhado à Corregedoria da PMDF, que, na última sexta-feira (09), solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que os depoimentos ocorram presencialmente. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se manifestou.

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Os três oficiais foram condenados, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF, em dezembro de 2025, por omissão nos atos de 8 de janeiro. No total, cinco policiais receberam pena de 16 anos de prisão e 100 dias-multa por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e deterioração de patrimônio tombado. Dois outros PMs foram absolvidos. Apesar da condenação, os réus seguem em liberdade, cumprindo medidas cautelares.

Relembre o caso

A apuração é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça Militar e investiga denúncia de que policiais teriam sido compelidos, em 2022, a comparecer à chamada “Formatura Geral” realizada na sede da Igreja Universal, na Asa Sul. Segundo o MP, a convocação teria partido do comando do 6º Batalhão da PMDF, sob responsabilidade do tenente-coronel Rodrigo da Silva Abadio, que chegou a ser alvo de pedido de afastamento e transferência enquanto duram as investigações.

São apuradas: suposta prática dos crimes de peculato; prevaricação; inobservância da lei, regulamento ou instrução; aplicação ilegal de verba ou dinheiro; abuso de confiança ou boa-fé; patrocínio indébito; usurpação de função, todos do Código Penal Militar, além da prática de improbidade administrativa prevista na Lei nº8.429/92.

Além da possível imposição de participação em evento religioso, o MP investiga se veículos oficiais, como ônibus da corporação, foram utilizados para transportar os policiais até a igreja. Entre os crimes apurados estão peculato, prevaricação, abuso de confiança, aplicação ilegal de recursos públicos e improbidade administrativa.

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“Estado e religião não podem se misturar. O policial tem todo o direito de professar sua fé, mas não pode ser obrigado nem constrangido a participar de um evento religioso”, afirmou o promotor Flávio Milhomem em documento oficial.

A Polícia Militar do DF informou que a formatura ocorreu em espaço cedido, sem custos, pela Igreja Universal, devido à indisponibilidade de locais tradicionais, e que o momento religioso teve caráter ecumênico, como, segundo a corporação, é habitual nas cerimônias da PMDF. O caso segue sob investigação. Com informações do Metrópoles

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