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quarta-feira, 14 abril 2021

Casamento cristão: por uma prevenção contra o divórcio

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Em nível de prevenção, portanto, persevere no propósito da união, do perdão e da reconciliação do casamento

“O que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19:6). Muito embora, desde o princípio, a intenção de Deus acerca do casamento seja a união indissolúvel, reconhecemos que muitas circunstâncias contribuem para separar um casal.

Segundo o último censo do IBGE, nos últimos 10 anos, o número de divórcios no Brasil cresceu 160%. Os motivos mais comuns para essa separação são: relacionamento extraconjugal, falta de dinheiro, desgaste no relacionamento (falta de respeito), problemas de relacionamento com a família do cônjuge e problemas de relacionamento com os filhos.

No Espírito Santo, de acordo com a Polícia Civil, de janeiro a setembro de 2018, 11.591 boletins de ocorrência por agressão contra mulheres foram registrados nas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam), representando média de 42 casos por dia.

Sabe-se que a violência física na maioria das vezes inicia-se pela falta de respeito entre o casal, ofensas verbais, descaso e frieza. São os acúmulos de pequenas gotas até transbordar o copo e explodir o caos.

A leitura de textos como os de Mateus 5:27-32 e 19:3-12 evidencia que a ênfase de Jesus está no casamento, perdão e reconciliação, enquanto que a dos fariseus baseia-se nas possibilidades do divórcio. Cabe, nessas reflexões e ensinamentos, optar pela prevenção, pois a dureza do coração, que ameaça tanto a integridade física e psicológica do cônjuge e filhos, merece ser repudiada.

Cabe a nós, cristãos, toda diligência para evitar o divórcio, como oposição à cultura maligna do consumo e descartabilidade de pessoas que nosso século vive, triste reflexo dos subprodutos da revolução sexual que remonta à década de 1970, entre eles a pornografia.

Neste ponto, a recomendação de Jesus contra o adultério é extremamente importante, pois Ele não trata apenas do ato em si exteriorizado, mas da intenção impura, ou seja, da lascívia, pouco combatida em nosso meio e que serve de porta de entrada para tantas outras transgressões. Afinal, o pecado sexual nunca acontece por acaso. Sempre há uma preparação específica.

Aquilo que pensamos, acabamos fazendo

Em matéria de combate ao pecado sexual, precisamos da retidão de Jó (Jó 31:1), da firmeza de José (Gn 39:12) e do domínio próprio sendo gerado em nossas vidas como Fruto do Espírito, para não corrermos riscos como Sansão e Davi de nos perdermos em algum ponto na caminhada.

Daí por que a recomendação de Jesus, sobre vigilância e oração, é tão importante para evitarmos a tentação, pois, embora não seja considerada pecado, ela nos aproxima do descaminho e as chances de cairmos são reais (Mt 26:40-41).

Certo é que não existe casamento ou família perfeita. Mas tanto um quanto outro são projetos de Deus. Ele tem planos para nós no que diz respeito ao nosso lar, incluindo nossos filhos, pois a forma como tratamos nosso cônjuge poderá reverberar na maneira como nossos filhos tratarão os seus no futuro. Acredite, a prevenção contra o divórcio começa muito cedo.

Em nível de prevenção, portanto, persevere no propósito da união, do perdão e da reconciliação. Use todos os meios e recursos disponíveis para lutar por aqueles que você ama. Procure ajuda (Tg 5:16). Viva a vida comum de seu lar, tenha consideração e trate seu cônjuge (ele ou ela) com dignidade. Lembre-se que, antes de sermos marido e mulher, somos irmãos em Cristo; não permita que suas orações se interrompam (1 Pe 3:7). Deus o abençoe!


Débora Fonseca e Cunha coordena a Missão Luz na Noite. Formada em Psicologia e Direito, é autora de Uma Fera em Busca de Sentido e Aconselhando Cristãos em Luta com a Homossexualidade

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