23.3 C
Vitória
domingo, 14 abril 2024

Cardiopatia congênita: diagnóstico precoce pode salvar vidas

Cardiopatia congênita: diagnóstico precoce pode salvar vidas- Foto: Freepik

“Há casos em que as crianças diagnosticadas passam por um tratamento cirúrgico nas primeiras horas ou dias de vida”, diz médica

Caracterizadas por malformações que surgem durante o desenvolvimento fetal e que impactam na anatomia e no funcionamento do coração, as cardiopatias congênitas estão entre as mais comuns (a cada 100 bebês nascidos, um terá cardiopatia).

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem com o problema no Brasil e aproximadamente 40% vão necessitar de cirurgia ainda no primeiro ano, o que representa 12 mil pacientes.

O problema se tornou mais conhecido após o ator Juliano Cazarré anunciar que sua filha caçula, Maria Guilhermina, nasceu com uma cardiopatia congênita rara chamada Anomalia de Ebstein. A bebê passou sete meses internada e segue o tratamento precisando de muitos cuidados.

A médica especializada em Medicina Fetal Larissa Galvão ressaltou que o acompanhamento pré-natal e o diagnóstico precoce são fundamentais para o tratamento adequado de bebês com o problema.

- Continua após a publicidade -

“Há casos em que as crianças diagnosticadas passam por um tratamento cirúrgico nas primeiras horas ou dias de vida, já em outros também pode ser feita uma intervenção ainda durante a gestação, dependendo da gravidade da cardiopatia”, explicou.

O diagnóstico de cardiopatias é feito por meio do ecocardiograma fetal, exame que avalia o coração do bebê, e quando feito por médico especialista e experiente em coração fetal detecta cerca de 98% das alterações.

“A descoberta dessas doenças cardíacas ainda na fase uterina permite que seja feito o tratamento adequado precocemente, minimizando os seus impactos e o risco para a vida do bebê. E isso salva muitas vidas”, reforçou Larissa.

O ecocardiograma é feito preferencialmente entre 24 a 28 semanas de gestação. “Esse exame deve ser indicado como exame de rotina, pois 90% dos bebês que nascem com algum tipo de cardiopatia vêm de mães consideradas de baixo risco”, alertou a médica Larissa Galvão.

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -