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quinta-feira, 20 junho 2024

Capelania: compaixão e amor que ultrapassam as paredes da igreja

Foto: Reprodução

O capelão presta apoio aos que necessitam sem preconceito, julgamento e condenação a partir dos ensinamentos bíblicos 

Por Patricia Scott

A Bíblia diz em Mateus 25.35, 16: “porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me”. Assim, conforme orientação da Palavra de Deus, todo evangélico é chamado a servir ao próximo.

Dessa forma, a capelania é basicamente a assistência espiritual a partir de visitas diante de situações especiais e/ou específicas. Por isso, o ministério abrange várias áreas como, por exemplo, a hospitalar e a prisional. Vale salientar que os capelães nas unidades de saúde tem acesso livre a qualquer horário e dia da semana. E nos presídios, eles não passam por revista íntima, apenas pelos detectores de metais.

A partir desse contexto, o pastor e capelão Sérgio Junger, presidente da Associação dos Capelães do Espírito Santo (Asces), explica que “Em síntese, o capelão é aquela pessoa que tem vontade de fazer o bem, sem ver a quem. Esse é o trabalho voluntário do capelão”. No entanto, ele pondera que é preciso buscar a face Senhor, para que consiga sentir no coração o chamado de Deus. Isto porque a vontade vem Dele, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses 2.13: “porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”.

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Assim, o pastor Sérgio destaca que não existe um perfil fechado para aquele que deseja exercer a capelania. Entretanto, ele considera que alguns pontos precisam ser observados: a linguagem, o saber ouvir, a vestimenta, a abordagem, além de despojar-se de preconceitos e julgamentos. “O capelão não tem que analisar ninguém. Não cabe a ele condenar ou absolver, mas expressar compaixão e apoio, demonstrando o amor de Jesus”. 

Anote na agenda, no próximo dia 29 de julho, o pastor Sérgio Junger estará na Igreja do Evangelho Pleno para ministrar um curso de capelania. Será de 9h às 17h, na Avenida Mestre Álvaro, 20 – Colina de Laranjeiras – Serra (ES). Para inscrições: (27) 98152- 1844 (Instituto de Capelania). 

Nos hospitais

Já o pastor e capelão Sandro Marques, da Igreja de Nova Vida no Jóquei de Itaparica, Vila Velha (ES), afirma que muitos desafios são enfrentados na capelania hospital. Um deles, de acordo com ele, é a resistência de muitos pacientes, como também de familiares.

“Nesses casos, não podemos forçar. Temos que respeitar, porque não é por imposição. Estamos apenas servindo, mas a obra é do Senhor. O Espírito Santo que faz o trabalho de convencimento”, ressalta e acrescenta: “Nesses casos, precisamos ter sabedoria e discernimento em Deus para sabermos como agir e falar”.

O líder religioso também observa a importância de os capelães, que atuam nas unidades hospitalares estarem submetidos às regras da unidade de saúde. “É preciso cumprir todas as diretrizes estabelecidas pela direção hospitalar, para que o trabalho não fique de alguma maneira comprometido”. Isto porque a constância é essencial para o bom resultado. “Os pacientes esperam pela nossa chegada. Então, para que não haja interrupção a parceira com a equipe do hospital é fundamental”.

As equipes lideradas pelo pastor Sandro atendem aos hospitais São Luiz e Praia da Costa, ambos em Vila Velha. As visitas ocorrem às quartas e quintas-feiras. “Temos notícias de melhoras significativas de pacientes com síndrome do pânico, ansiedade e depressão”. Ele revela que, anteriormente ao início do trabalho, todos foram submetidos à capacitação. “Além da disposição, é preciso adquirir conhecimento. Quanto mais, melhor, para o desenvolvimento da obra com excelência”.

Nos presídios

Em Brasília, o pastor e capelão Walter Isaac, presidente do Gerar Brasil, desenvolve um trabalho nos presídios masculinos e femininos, além das unidades socioeducativas que atendem crianças e adolescentes em conflito com a lei. O ministério, que conta com o apoio da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), atua também em Portugal, Angola, Suíça, Moçambique e Congo.

“Nosso objetivo é resgatar vidas a partir da Palavra de Deus”, frisa Walter e emenda: “Na visão deste trabalho, vislumbramos como sendo um verdadeiro celeiro do Senhor para transformação de vidas onde só através do poder do nome de Jesus Cristo, as vidas são transformadas”.

A unidade prisional é um local onde o inferno implanta o seu reino de terror com todo tipo de opressão, depressão, espíritos malignos que rondam as mentes, observa o pastor Walter. “Muitas vezes levando ao suicídio, mortes, fugas e tudo o que tem de ruim por conta da atuação do mal”.

Por isso, ele explica que as visitas aos encarcerados acontecem em grupo. No entanto, o pastor afirma que antes de iniciar o desenvolvimento dessa obra é fundamental a capacitação. “O futuro capelão passa por estágio de seis meses, avaliação, além de participação em reuniões de estudos bíblicos e oração”, detalha e conclui: “Sem dúvida alguma é uma obra arrebatadora em amor, onde não temos como avaliar a recompensa”.

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