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terça-feira, 25 janeiro 2022

Capacitados para ter esperança na Nigéria

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Foto: Portas Abertas

Crianças atingidas pela violência de jihadistas precisam de aconselhamento pós-trauma

Por Marlon Max

Viver como cristão na Nigéria é estar cercado pela violência e pelo medo de perder familiares e vida em ataques de grupos extremistas. Até crianças são atingidas pelas consequências da insegurança e intolerância religiosa. Segundo a missão Portas Abertas, Sele, de apenas 13 anos perdeu o pai Salomon quando tinha apenas dois anos.

O pequeno seguidor de Jesus não lembra do pai, mas sabe que ele foi morto por ser cristão durante um ataque na vila onde moram. Salomon estava em um mercado comprando alimentos para socorrer a família de um primo que tinha falecido quando os tiroteios e incêndios começaram.

Em relato para Portas Abertas, Cecelia, a mãe de Sele, lembra dos acontecimentos: “Nós começamos a ouvir tiros de todos os lados. Havia fumaça em toda a parte. Na última ligação feita, Solomon disse que eu deveria ir para casa e cuidar do filho. Ele disse que tudo na cidade estava pegando fogo, mas eu não conseguia me acalmar. Meu coração ficou apertado, então sentei e tentei ligar para ele várias vezes, mas não consegui”.

Nigéria
Sele perdeu o pai em um ataque quando tinha apenas dois anos.
Foto: Portas Abertas

No dia seguinte, Solomon ainda não tinha voltado para casa e isso preocupou a todos. Mais tarde, a cristã foi informada que o esposo estava morto. “Quando meu marido estava vivo, nós vivíamos pacificamente. Ele era um agricultor e provia todas as nossas necessidades”, explica.

Sem garantia, mas confiante em Deus

Cecelia tornou-se uma viúva e tinha que fornecer alimentação, moradia e educação aos filhos com o pouco que ganhava no campo.

Mas a cristã sabia que poderia contar com Jesus. Hoje, a família mora em uma casa cedida pelos tios, e os irmãos de Sele trabalham com a mãe no campo.

Todos os filhos de Cecilia e Solomon têm apoio da Portas Abertas para arcar com as taxas escolares e isso permite que eles sonhem mais alto. “Um dia, quando eu crescer, quero ser médico, salvar vidas e ajudar as pessoas”, revela Sele. Mas para que isso aconteça, o garoto e outras crianças cristãs atingidas precisam de cura emocional.

Com informação Portas Abertas

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