Capa de jornal francês de amanhã terá Maomé chorando

Milhares de franceses foram u00e0s ruas para protestar contra o terrorismo e pedir liberdade de expressu00e3o

A França sofreu atentados terroristas durante a última semana, foi às ruas em marcha lutar contra o terrorismo e apoiar a liberdade de expressão. Tudo aconteceu por conta das charges publicadas pelo jornal Charlie Hebdo que satirizam o profeta Maomé, que por mais de 20 anos causam polêmica e revolta entre os muçulmanos.
No entanto, os chargistas não fazem desenhos satirizando apenas o islã, o cristianismo e o judaísmo também foram por muitas vezes retratados na revista francesa com a mesma ironia que foi sempre tratada a religião muçulmana.
Na última quarta-feira (07/01), extremistas islâmicos entraram na reunião de pauta na sede da publicação e abriram fogo contra jornalistas e outras pessoas que ocupavam o prédio. No atentado, 12 pessoas foram mortas.

Amanhã (14/01), a revista vai publicar na primeira edição após os ataques uma capa com a imagem de Maomé chorando e as frases “Je Suis Charlie” (Eu sou Charlie) que permeou as redes sociais pelo mundo durante os últimos dias, sob a manchete “Tout Est Pardonne” (Tudo é perdoado).
Mesmo em meio à perda da equipe, o advogado do jornal, Richard Malka, informou à rádio France Info, ontem (12/01) que a nova edição vai incluir outras charges representando o profeta Maomé e também satirizando políticos e outras religiões.
Com a grande demanda, o jornal planeja imprimir até três milhões de cópias, bem acima de sua tiragem normal de 60 mil exemplares, depois que revendedores disseram ter recebido vários pedidos de clientes por todo país.
O movimento que o atentado ao jornal provocou uma marcha de mais de 3 milhões de pessoas pelas ruas da França. Só em Paris, se reuniram aproximadamente 1,5 milhões de pessoas na Place de La Rèpublique.