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quinta-feira, 20 janeiro 2022

Câmara aprova projeto “Eu escolhi esperar”

davi esmael
Davi Esmael é vereador de Vitória e autor do projeto Eu Escolhi Esperar. Foto: Divulgação

O projeto do vereador e presidente da Câmara, Davi Esmael, foi aprovado pela Câmara por nove votos favoráveis e dois contrários

Por Josué de Oliveira 

A Câmara Municipal de Vitória, no Espírito Santo, aprovou nesta terça-feira (9), em regime de urgência o projeto do vereador e presidente do Legislativo, Davi Esmael, que cria o Programa “Eu Escolhi Esperar” nas escolas públicas municipais.

O Projeto foi aprovado por nove votos. As vereadoras Karla Coser e Camila Valadão votaram contra. , os vereadores Luiz Paulo Amorim, Aloísio Varejão e Denninho Silva estavam ausentes na votação e o presidente, Davi Esmael não vota.

O Projeto de Lei 101/2021 trata da prevenção e conscientização sobre gravidez precoce, com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez precoce.

O programa prevê palestras aos profissionais de saúde e educação e divulgação de material explicativo destinados aos adolescentes sobre o tema.

Além disso, as escolas poderão celebrar acordos de cooperação e parcerias com Unidades Básicas de Saúde e organizações não governamentais para a implementação dos objetivos.

“O que se busca é a conscientização sobre a gravidez precoce. A proposta é alicerçada na Bíblia que diz que ‘há um tempo para todas as coisas”, disse o autor do projeto.

Segundo ele, uma das formas de se prevenir a gravidez é que as crianças e adolescentes entendam que há um tempo para a atividade sexual e que ela não deve ser despertada precocemente.

“A sexualização precoce tem causado inúmeros reflexos ruins na sociedade como a gravidez precoce”, alertou o vereador.

A vereadora Karla Coser (PT) discordou da proposta. “Acredito que esse projeto não é o mais adequado. Temos escassez de recursos públicos e precariedade de atendimentos na saúde em Vitória. Acredito que o recurso público possa ser melhor investido em políticas públicas que vão dar melhores resultados do que esse, que vincula uma posição religiosa a uma política pública”, disse.

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