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terça-feira, 27 julho 2021

Breve análise sobre 2021

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O mundo ainda amarga os efeitos de uma pandemia mortal e que desperta muitas dúvidas sobre sua origem

Por Rafael Simões 

Estamos na metade do ano de 2021 e as expectativas daqueles que acharam que seria um ano mais tranquilo que 2020 já se frustraram. O mundo ainda amarga os efeitos de uma pandemia mortal e que desperta muitas dúvidas sobre sua origem. A pandemia do coronavírus trouxe consigo não só um número assustador de mortes que hoje já se aproxima dos 4 milhões e uma retração econômica severa, mas consequências políticas sobra as quais falaremos.

Começando pela maior economia do mundo, o Estados Unidos, vimos a derrota de Donald Trump para o político de longa data, Joe Biden. Biden assumiu a Casa Branca com um discurso progressista rometendo acabar com as políticas imigratórias de Trump. O que se observa hoje é que o número de imigrantes presos e deportados bate recordes. No Oriente médio há uma pressão de Washington sobre a Arábia Saudita para o fim do conflito com os rebeldes do Iêmen, assim como uma aproximação com o Irã sobre questões nucleares. Os Estados Unidos continuam tendo dois grandes rivais geopolíticos: China e Rússia. Diferentemente de seu antecessor o governo Biden mira sua maior pressão sobre a Rússia de Vladmir Putin, deixando a China sob uma atenção um pouco menor. Diga-se de passagem, foi essa abordagem do ex-presidente Obama, de quem Biden era vice, que permitiu à China estender sua influência mundo a fora. Por falar na China vamos a ela.

A China foi a origem do coronavírus, mas por incrível que pareça foi o país menos afetado pela pandemia. Poucas mortes e uma recuperação econômica rápida, o que permitiu que o Pequim ampliasse sua influência utilizando a “Diplomacia da vacina”, enquanto os americanos ainda penavam com os efeitos da doença. No campo doméstico os chineses aumentaram a pressão sobre os uigures com sua política de detenção em campos de reeducação. O partido comunista tem outro problema: Taiwan. É questão de vergonha nacional para um país que quer ser potência hegemônica mundial ver uma ilha há 200 km de sua costa e que para Pequim não passa de uma província rebelde, ainda estar fora de sua influência. Outra pedra no sapato é Hong Kong que apesar de legalmente estar sob a jurisdição chinesa ainda é ponto de tensão devido à resistência dos cidadãos da cidade que não querem estar sob o jugo comunista.

Ressalta-se aqui as alianças entre países como Índia, Austrália e Japão que, juntamente com os Estados Unidos formaram uma cooperação militar com o intuito de formar um cordão de isolamento ao expansionismo chinês.

No Brasil nos aproximamos dos 500 mil mortos, o que por si só já é uma tragédia sem precedentes, mas outra coisa que chama muito a atenção é o caráter político que a pandemia assumiu. Partidos de esquerda veem na tragédia sua única forma de voltar ao poder miram sua artilharia em direção ao governo, que não há como se negar cometeu vários equívocos na gestão da crise. Ver figuras como Renan Calheiros – réu em dezessete processos no STF -inquirindo médicos é vislumbrar o rato atacando o gato. E estamos só na metade do ano.

Rafael Simões é graduado em Comércio Exterior, coach integral sistêmico pela Febracis e estudioso em história e conflitos envolvendo Israel e o Oriente Médio

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