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terça-feira, 21 setembro 2021

Tanzânia: missionários brasileiro batizam mais de 6 mil pessoas

Entre 2012  até 2015 houve muita perseguição, mortes, igrejas fechadas ou queimadas, mas hoje graças a Deus, não temos essas perseguições, porém na região costeira há uma resistência grande em relação ao evangelho

Por Marlon Max

A Tanzânia é um país da África Oriental. A população, composta por vários grupos étnicos, enfrenta diversos problemas socioeconômicos. Conforme dados divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Tanzânia é de apenas 0,398. Entre os fatores responsáveis por essa média estão: baixa expectativa de vida, chegando apenas a 51,6 anos e a elevada taxa de mortalidade infantil — 62 para cada mil nascidos vivos. Mais da metade dos tanzanianos vivem abaixo da linha de pobreza, com menos de 1,25 dólar por dia, além disso aproximadamente 28% dos habitantes são analfabetos e 35% subnutridos.

Foi para esse contexto que Paulo e Gisele Brito com suas filhas se mudaram para África há mais de 10 anos. Na Tanzânia, onde vivem os missionários, se dedicam não apenas na evangelização da população, mas também oferecem diversos serviços práticos como clínicas médicas, poços artesianos, construção de casas e também no treinamento de líderes africanos. As necessidades humanitárias tornaram o ministério do casal de brasileiro em um leque de auxílio aos necessitados.

Quase metade da população são mulçumanos ou adeptos de alguma religião tribal. Mesmo assim, o missionário Paulo conta que já batizou pelo menos seis mil pessoas. Mesmo diante da escassez e falta de instrução, o missionário atua formando novos pastores que sejam das vilas onde foram alcançados. Essa estratégia tem feito o trabalho dos missionários brasileiros se multiplicar.

“De janeiro 2011 até 2018, plantamos 234 igrejas, e batizamos 4851 pessoas. Mas esse número hoje já passa de mais de 300 igrejas. Também já atingimos a marca de 6 mil pessoas batizadas — isso entre 2020 e 2021. Os pastores dessas igrejas são pessoas das vilas, homens e mulheres que podemos chamar, de certa forma, de leigos no sentido de teologia, no sentido de estudos, até porque muitos tem até dificuldade de ler e escrever. Mesmo assim, treinamos eles para plantar igrejas em suas vilas”, conta.

Batismo
“Mais de 6 mil pessoas foram batizadas na Tanzânia, muitas delas se tornam pastores nas aldeias”. Foto: Arquivo pessoal

A estratégia inicial de evangelização era simples, mas muito eficiente. Brito e sua equipe transmitiam o filme “Jesus” na aldeia e no idioma local. Após o filme muitos se converteram, relata o missionário. “Às vezes vinham 300 a 400 pessoas assistir o filme Jesus nas aldeias, literalmente no meio do mato, nas áreas isoladas. Já teve situações da gente contar 600 pessoas assistindo o filme Jesus em uma aldeia isolada. Então isso foi muito bom, mas à medida que vimos que muitas pessoas estavam se convertendo, nós não estávamos formando grupos de discipulado ou grupos que se tornassem igreja”, explica o missionário.

Além do evangelho, as aldeias tinham outras necessidades. Com a vivência entre os povos, Paulo Brito e sua equipe passaram a mobilizar pessoas de fora do país para atender algumas das necessidades. Em muitas vilas não havia água potável, relata Brito. Diante disso, os brasileiros perceberam que também era preciso agregar outros serviços práticos de apoio humanitário.

“Chegamos a atender 400 famílias mensalmente com cestas básicas, isso foi um grande milagre, e fora isso Deus proveu e construímos mais de 10 casas para pastores. Depois disso trabalhamos também na perfuração de poços artesianos, principalmente nas vilas e aldeias onde nós plantamos igrejas. Desde então, já perfuramos oito poços artesianos, que fornecem água para aproximadamente 24 mil pessoas. Cada poço abastece em torno de 3 mil pessoas diariamente”, relata Paulo Brito e conta da necessidade de ter pessoas orando pelo projeto e também de apoio financeiro para dar continuidade nas ações no país.

O casal Paulo e Gisele Brito são líderes e missionários de Jovens com uma missão (Jocum). Fora a atuação na Tanzânia, o casal também fornece apoio para outros projetos missionários em países da região.

> Leia a entrevista completa aqui

 

 

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