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sábado, 28 maio 2022

A saúde do Brasil e o maior colapso de sua história

Foto: BBC News Brasil

Ao analisar as taxas de ocupações de leitos em todo o país, estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que o Brasil vive o maior colapso hospitalar e sanitário de sua história

Com números alarmantes do esgotamento de leitos de UTI e do aumento de mortes por covid-19 no país, um boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz publicado na noite desta terça-feira, 16, classificou o momento atual da pandemia como o “maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil”.

A situação é “gravíssima” e “absolutamente crítica”. Os dados mapeados trazem informações das secretarias estaduais de Saúde e do Distrito Federal, e secretarias de Saúde das capitais, obtidas desde 17 de julho de 2020.

A Fiocruz aponta que, no momento, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI, destinados à pacientes adultos com Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), iguais ou superiores a 80%.

A saúde do país está um caos

O boletim mostra que a última semana, de 7 a 13 de março, foi de recorde em casos e óbitos por covid-19 , com uma média de 71 mil novos casos e 1,8 mil óbitos por dia.

Mas essa é uma situação que já vem escalando há um tempo: nas últimas três semanas (desde 21 de fevereiro), o número de casos cresce a uma taxa de 1,5% ao dia, e de óbitos, 2,6% ao dia.

São valores considerados elevados mesmo se comparados à primeira fase da pandemia no país. Os hospitais estão esgotados na maior parte do país. Das 27 unidades federativas, 24 Estados e o Distrito Federal estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80% — 15 delas com taxas ultrapassando 90%.

“É praticamente o país inteiro com um quadro absolutamente crítico”, diz o boletim. Na última semana, melhorou a situação em Roraima (com queda de ocupação de 80% para 73%) e piorou a do Pará, que voltou à zona crítica (passando de 75% para 81%). Também entraram na zona crítica, aquela superior a 80%, Amapá (90%), Espírito Santo (89%), Paraíba (85%), Minas Gerais *85%) e Alagoas (84%).

O que fazer?

Para evitar que o número de casos e mortes se alastrem ainda mais pelo país, assim como a diminuição de taxas de ocupação de leitos, os pesquisadores da Fiocruz defendem a adoção rigorosa de ações de prevenção e controle, como o maior rigor nas medidas de restrição às atividades não essenciais.

“O município de Araraquara, em São Paulo, é apresentado no Boletim como um dos exemplos atuais de como medidas de restrição de atividades não essenciais evitam o colapso ou o prolongamento da situação crítica nos serviços e sistemas de saúde. Com as medidas adotadas pelo município, Araraquara conseguiu reduzir a transmissão de casos e óbitos”, destacou a Fiocruz.

*Com informações de agências

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