Bolsonaro, menos !!!

Foto: Isac Nóbrega/PR.

Por dois motivos acreditei que, com o passar do tempo, nossa sociedade aliviaria a disputa DxE (direita x esquerda), pelo menos dentro das igrejas, pois: a) há mais cristãos de direita do que de esquerda; b) o foco da Igreja é a evangelização, e a política, mesmo sendo importante, não é prioridade.

* Por Pr. José Ernesto Conti

Estava errado. Posso me justificar? Vamos lá.

Errei por supor que nosso presidente, eleito com meu voto, iria se preocupar com as questões mais relevantes da nossa nação e que aspectos pessoais ficariam em segundo plano. Errei por supor que seus assessores diretos, mesmo sendo humanos, logo passíveis de todos os erros, agissem como reza a cartilha da probidade, ou seja, quando erramos, dizemos: “Eu errei, me perdoe?” É assim tão difícil admitir um erro? (Eu sei que é, mas tem hora que nossa responsabilidade exige a sinceridade). Errei por achar que haveria uma linha (ainda que tênue) que separasse o Estado da Igreja. Não precisamos de ministros evangélicos governando. Precisamos de homens sérios e competentes e, se forem evangélicos (assim como há homens e mulheres sérias em qualquer religião), que sejam honestos, mesmo se for para perder o cargo. Se dependermos apenas da imprensa, ela sempre vai noticiar: “Bolsonaro escolhe dois pastores para ocupar cargo público”, quando na verdade foram escolhidos dois homens sérios, com um currículo impecável, que também são pastores.

Senhor presidente, os evangélicos não precisam de cargos nem os cargos precisam dos evangélicos. O que o Brasil precisa é de homens e mulheres cujo padrão seja “sim, sim e não, não”. O que disso passar, vem do maligno.

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