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sexta-feira, 16 abril 2021

Bolsonaro diz que 2ª vaga no STF será evangélico

Bolsonaro indicou o desembargador Kassio Nunes Marques para a vaga no STF, que foi aberta após o ministro Celso de Mello anunciar a antecipação de sua aposentadoria. Presidente também confirmou evangélico para a 2ª vaga na corte

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou, na noite de ontem, 1º de outubro, a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques, 48, como o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A mensagem de indicação foi publicada hoje, 02, no Diário Oficial da União. Para assumir a vaga, Kassio Marques ainda será sabatinado pelo Senado.

“Será publicado o nome do Kassio Marques para a nossa primeira vaga no STF. Temos pressa nisso. E a segunda vaga será para um evangélico, tá certo?”, disse Bolsonaro, durante live semanal realizada nas redes socil.

Kassio Marques é desembargador federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). Ele deve entrar na vaga que será aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello no próximo dia 13. O presidente conheceu o desembargador há dois meses. Ele lhe foi apresentado pelo deputado Hélio Lopes.

O magistrado não estava na lista de apostas para a cadeira no STF. O que surpreendeu. “Vamos supor que estive escolhido o André Mendonça, ministro da Justiça. Não está descartado. André está na fita, Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral da Presidência está na fita. Vou falar os dois nomes porque estão ligados a mim. Tem mais gente na fita? Tem”, pontuou Bolsonaro.

Pressão

Durante a live, Bolsonaro também falou sobre a pressão que sofrera de apoiadores, no ano passado, para a indicação de Sergio Moro para o STF.

“O ano passado todo até mais ou menos abril desse ano vocês queriam quem para o Supremo? Me acusavam! O Sergio Moro. Me ameaçavam no Facebook o tempo inteiro. ‘Se não for o Sergio Moro para o Supremo, acabou! Acabou, acabou!’ Agora você quer que eu troque o Kassio pelo Sergio Moro? E daí? Quer que eu faço o quê? O famoso ‘e daí?’ Querem o Moro para o Supremo, vai ser leal a nossas causas? Vai ser aprovado no Senado Federal?”, ressaltou.

Enquanto acontecia a live, apoiadores do presidente publicavam no chat mensagens como “Kassio Nunes Não”. Bolsonaro defendeu o desembargador e disse considerá-lo uma pessoa de “família”. O pastor Silas Malafaia, ferrenho apoiador de Bolsonaro, fez duras críticas ao presidente.

“Falam que ele é desarmamentista, tem nada a ver. Ele é católico, é família e tenho certeza que vão gostar do trabalho dele no STF. Quem indica para o Supremo não sou eu, é o Senado Federal”, acrescentou.

Ministro evangélico

O presidente Bolsonaro também justificou o desejo de indicar um evangélico para a próxima vaga do STF. Segundo ele, a pessoas indicada terá que votar de acordo com as suas convicções e interesses de conservadores. “Tenho um tremendo respeito por mais de 30% de evangélicos no Brasil. Acho que tem que ter uma pessoa lá dentro”, disse.

“Não é porque é evangélico apenas, tem que ter conhecimento de causa, tem que transitar em Brasília, conhecer gente no Supremo, no Parlamento. Quero colocar uma pessoa lá que não é para votar certas coisas e perder por 10 a 1, tudo. Quero que essa pessoa vote de acordo com suas convicções, interesses dos conservadores, mas que busque maneiras de ganhar alguma coisa lá também”, completou.

Kassio Marques

Marques começou a carreira jurídica na advocacia. Como advogado, foi indicado em 2008 a uma vaga de juiz do TRE-PI (Tribunal Regional Eleitoral do Piauí). Em 2011 tomou posse como desembargador federal do TRF-1, nomeado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), após ser indicado ao cargo em lista sêxtupla elaborada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Natural de Teresina e se formou pela Universidade Federal do Piauí. O desembargador foi responsável pela decisão que em maio do ano passado liberou a licitação do STF que previa a compra de itens considerados de luxo como lagosta e vinhos premiados. O pregão estimado em R$ 1,1 milhão tinha sido suspenso por decisão de primeira instância da Justiça Federal do Distrito Federal.

*Com informações de Uol

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