Por determinação da Justiça, o ex-presidente Jair Bolsonaro não poderá participar, mas outros apoiadores liderarão os protestos, como o pastor Silas Malafaia
Por Flávia Fernandes
Apoiadores de Jair Bolsonaro promovem o Dia Nacional de Mobilização em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e contra o STF neste domingo, 3 de agosto. A articulação reúne figuras como o pastor Silas Malafaia e deputados aliados ao PL que reforçam o mote “Reaja Brasil” com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defesa da aprovação do projeto de anistia para detidos após os atos de 8 de janeiro.
O calendário inclui atos em capitais e cidades de várias regiões. Em São Paulo, o encontro será às 14h, na Avenida Paulista. No Rio haverá concentração em Copacabana, às 10h. Estão previstas mobilizações também em Belo Horizonte na Praça da Liberdade às 10h, em Brasília no entorno do Banco Central às 10h, em Goiânia na Praça Tamandaré às 10h, em Curitiba na Boca Maldita às 14h e em outras cidades como Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador, João Pessoa e Palmas.
No Espírito Santo, a manifestação está marcada para Vila Velha, com concentração às 12h no Posto Moby Dick. Embora o ex‑presidente esteja impedido de participar por medidas judiciais determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, os organizadores garantem que a mobilização manterá o formato de atos anteriores com discursos de aliados como Gustavo Gayer, Nikolas Ferreira e Sóstenes Cavalcante. Um vídeo com cenas geradas por inteligência artificial foi usado para convocar o público para o ato marcado às 14h em São Paulo.
Estratégia
A pauta central ganhou forma nos protestos de julho quando mobilizações anteriores consolidaram os gritos por “Fora, Moraes” e pela liberação de detidos. Líderes políticos passaram a adotar uma única demanda como foco dos eventos planejados para 3 de agosto e 7 de setembro. A estratégia reforça a unidade das mensagens contrárias ao STF e ao governo Lula e o tema deverá permear os atos espalhados por pelo menos 18 capitais brasileiras.
Questões de saúde devem impedir o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de participar da manifestação na Avenida Paulista. Ele tem uma cirurgia de tireoide marcada para a véspera do evento, o que deve afastá-lo do protesto. A ausência do governador, afilhado político de Bolsonaro, marca contraste em relação à manifestação anterior, realizada em junho, quando Tarcísio subiu no trio elétrico.
As lideranças nacionais do bolsonarismo devem se concentrar à tarde na capital paulista, após passarem por atos em seus próprios estados. Nikolas Ferreira e Sóstenes Cavalcante são dois dos nomes que confirmaram presença em mais de uma cidade no mesmo dia. Já Bolsonaro, impedido de sair de casa nos fins de semana, acompanhará os protestos à distância.


