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terça-feira, 18 janeiro 2022

Bolsas europeias operam em alta novamente

Após fortes quedas apresentadas nessa segunda-feira (09), devido os preços do petróleo e do impacto do coronavírus, bolsas voltam a operar em alta

As principais bolsas de valores da Europa voltaram a operar com uma alta de 3%, nesta terça-feira (10), após fortes quedas por conta dos efeitos do novo coronavírus (Covid-19) na economia mundial e pelo forte tombo no preço do petróleo.

O índice FTSE 100 de Londres, na Inglaterra, subia 3,15% e O DAX 30 de Frankfurt, na Alemanha, ganhava 2,34% por volta das 10h (horário Brasília). Já o CAC 40 de Paris, na França, apresentava alta de 2,66%. O Ibex 35, de Madrid, na Espanha, subia 1,57%.

Ontem, as bolsas apresentaram queda de 7%, mas hoje a recuperação já é considerada significativa. Já os preços do petróleo subiram 10%, após queda de 25%, depois de desacordos entre Arábia Saudita e Rússia, que provocou a maior queda desde 1991.

Segundo dados da Bloomberg, o preço do barril de Brent tinham alta de 8,61%, sendo US$ 37,32 na venda, em Londres, enquanto o barril WTI, nos EUA, tinha alta de 8,35%, a US$ 33,73.

A recuperação é sentida por conta da expectativa dos investidores em ter ações coordenadas por governos e bancos centrais de todo o mundo para aliviar o impacto do coronavírus.

O professor do curso de Relações Internacionais da Universidade de Vila Velha (UVV), Helvécio de Jesus Junior, afirmou que “há ciclos que são considerados “normais’. Quando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) surgiu também houve impacto econômico. A recuperação da crise do petróleo pode ser resolvida rapidamente por ser um assunto urgente, já o impacto do coronavírus não há como precisar, pois depende se a epidemia será controlada rapidamente ou não”, disse.

Brasil

Nessa segunda-feira também aconteceu o “circuit breaker” que foi acionado por 30 minutos quando o Ibovespa registrou queda acima de 10%. A bolsa continuou em queda e fechou o dia com um recuo de 12,17%, em 86.067 pontos, a maior queda registrada desde 1998.

Em meio as quedas das bolsas de valores, que atingem principalmente o Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes defende as reformas, como forma de conter as crises. Desta forma, ele orientou a equipe econômica a intensificar o discurso a favor das reformas para ajudar a convencer a sociedade sobre a necessidade de ajustes em meio a esse momento de turbulência.

Para o economista Vaner Simôes, as reformas são necessárias para não permitir que a economia brasileira despenque e entre em recessão. “As reformas tributárias e administrativa ajudariam muito o país a se reerguer e estabilizar a economia neste momento. Esta medida tiraria um pouco a “carga” das costas dos empresários e aliviaria a receita do país”, finalizou.

*Da Redação, com informações de ES Brasil 

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