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quarta-feira, 12 junho 2024

BNDES gastou R$ 10 bi em apoio às exportações da Embraer

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"Além de promover o desenvolvimento da indústria nacional de bens tecnológicos, as exportações de aeronaves ampliam e mantêm empregos de elevada qualificação", afirmou o banco em nota - Foto por: José Cruz - Agência Brasil

Financiamentos contratados pelo banco no último ano auxiliaram a empresa brasileira na produção e exportação de aeronaves

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, em nota, um balanço das operações de apoio às exportações de aeronaves da Embraer no ano de 2023. O banco de fomento informou ter aprovado e contratado sete operações com financiamento de até R$ 10 bilhões às vendas da fabricante brasileira de aviões para o exterior.

O apoio do BNDES permitirá a produção e entrega de 67 aeronaves comerciais até 2025, ressaltou o banco, em nota divulgada à imprensa na terça-feira, 2. O banco de fomento viabilizará as exportações de aeronaves da Embraer para a Skywest Airlines, para a American Airlines e para a Azorra Aviation Holdings, em operações que somam mais de R$ 7 bilhões, com financiamento de cerca de R$ 6 bilhões do BNDES.

“Além de promover o desenvolvimento da indústria nacional de bens tecnológicos, as exportações de aeronaves ampliam e mantêm empregos de elevada qualificação e geram divisas importantes para a economia do país. Trata-se de operações estratégicas alinhadas à política brasileira de apoio à exportação, e estão inseridas em um esforço maior empreendido pelo Governo Federal de trazer mais competitividade às exportações brasileiras e incentivar a atuação das empresas nacionais no mercado internacional”, justificou o BNDES, em nota.

O contrato com a companhia aérea SkyWest Airlines prevê a exportação de 10 jatos E-175 da Embraer modelo E-175, para até 76 passageiros. O acordo com a American Airlines prevê a aquisição de até 11 jatos E-175. O contrato com a empresa norte-americana Azorra Aviation Holdings, especializada em aquisição e leasing de aeronaves para a operação de companhias aéreas comerciais, prevê a venda de até 18 jatos E-195-E2, de até 146 lugares, e E-190-E2, de até 114 lugares.

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Duas das três operações recém-aprovadas (as da American Airlines e da Azorra) foram contratadas com o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), com lastro no Fundo Garantidor de Exportação (FGE), o que significará um recolhimento de aproximadamente R$ 300 milhões em novos prêmios de seguro para o fundo de natureza contábil e vinculado ao Ministério da Fazenda.

“O seguro garante as operações de crédito à exportação contra os riscos comerciais (não pagamento por falência ou mora), políticos (moratórias, guerras, revoluções, entre outros) e extraordinários (desastres naturais) que possam afetar a produção ou a comercialização de bens e serviços brasileiros no exterior”, explicou o BNDES.

O banco de fomento estima que já financiou cerca de US$ 25,6 bilhões à exportação e 1.300 aeronaves da Embraer desde 1997, complementando o financiamento advindo do mercado privado. Com informações de Agência Estado

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