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sexta-feira, 5 março 2021

Biden venceu, e agora?

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Estou nos Estados Unidos desde 1986 e nunca vi este país tão dividido, em tantas agendas. Como pastor, vi igrejas divididas quanto a eleição

Por Carlos Ludwig

O resultado da eleição 2020 dos Estados Unidos da América finalmente saiu, e o ganhador dessa corrida presidencial foi o democrata Joe Biden. A princípio, vemos que o novo presidente eleito ganhou o voto popular, como também conseguiu o número necessário de delegados para sua eleição.

Esta talvez tenha sido uma das eleições mais disputadas da América, com um número surpreendente de americanos votando presencialmente e também pelos correios.

Estou nos Estados Unidos desde 1986 e nunca vi este país tão dividido, em tantas agendas. Este é um país que se presa a unidade durante a adversidade, o que literalmente quase não é visto por aqui, embora sem erro de dúvidas ainda podemos falar que esta nação continua ajudando e influenciando decisões tomadas ao redor do mundo.

Como Pastor vi aqui neste momento único, igrejas divididas quanto a eleição e inclusive ouvi falar de colegas pastores sugerindo no púlpito seus membros em quem votar.

Você pode estar se perguntando o que isso significa para nós brasileiros e imigrantes que moram na América? O que isso significa para as igrejas? E como ficará o relacionamento entre Brasil e EUA?

As respostas não são tão simples assim, pois nos EUA, o presidente definitivamente não governa sozinho. Tudo o que ele faz na maioria das vezes tem que passar pelo Câmara dos Representantes e pelo Senado.

Na plataforma de campanha de Joe Biden é que nos três primeiros meses ele criaria um caminho para a legalização dos mais de 11 milhões de indocumentados do país…mas como escrevi antes, uma decisão desse porte ele não consegue tomar sozinho, então, creio que ele teve esse discurso para tentar conseguir os votos dos quase 32 milhões de latinos e descendentes, pois no Congresso existem frentes totalmente contra.

Na verdade, a última anistia aconteceu em 1986 quando legalizaram em torno de três milhões de pessoas, de lá para cá já tivemos no poder, tanto presidentes democratas como republicanos e estes não fizeram ou não tiveram como passar uma anistia.

Então a imigração talvez não mude muito, creio que como o ex-presidente Obama havia assinado uma ordem executiva para permitir que pessoas que chegaram nos EUA ainda crianças, pudessem ter o caminho aberto para estudar e permanecer no país, os chamados “dreamers” (sonhadores) e o presidente Donald Trump tentou acabar com essa ordem executiva.

Creio que o novo presidente eleito Joe Biden vai dar prosseguimento ao que foi iniciado no governo Obama do qual ele foi participante, o que para imigrantes ilegais que residem aqui é uma coisa boa.

Por outro lado, já o relacionamento Brasil e EUA pode também ir para lados opostos…continuar estável ou ficar abalado logo porque não temos o histórico de sermos aliados, mas acredito que por enquanto provavelmente não haverá grandes mudanças.

Joe Biden é considerado um político pragmático e evitará  queimar pontes com o presidente Jair Bolsonaro, até porque Biden não vai querer ceder espaço de influência política e econômica para os rivais chineses.

Como igreja consideramos a agenda dos democratas liberal, temas como: genealogia de gênero, aborto, autonomia das igrejas, entre tantos outros são difíceis de serem aceitos a luz da Palavra de Deus.

Quando vamos para o livro de Provérbios no capítulo 28 e verso 2 lemos que, “Os pecados de uma nação fazem mudar sempre os seus governantes, mas a ordem se mantém com um líder sábio e sensato”.

Oremos para que o novo presidente tome decisões sabias. Mas ao final, como cristãos, nossa preocupação não deve ser de como a eleição de um presidente afetará a igreja mas sim de como a igreja pode através do evangelho mudar a história de governantes e de nações.

Carlos Ludwig é pastor senior da IBPAZ Tampa na Florida, EUA; Presidente da Ordem dos Pastores Batistas Brasileiros na América e da Associação das Igrejas Batistas Brasileiras na America. 

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