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sexta-feira, 12 agosto 2022

Clésio Guimarães: “creio num Deus provedor”

Empresário, professor, Administrador de Empresas e escritor Clésio Guimarães. Foto: Reprodução / Folha dos Lagos

‘A Bíblia e as Finanças’: empresário e administrador escreve livro sobre o ambiente econômico das Escrituras. Obra foi lançada pela Sophia Editora 

Por Victor Rodrigues

Através dos ensinamentos da Palavra de Deus, podemos extrair inúmeras lições de vida. Um dos exemplos é a história de Noé. Antes de tudo, ele iniciou a construção de uma grande arca que necessitou de planejamento, matéria prima e mão de obra. 

Com objetivo de aprofundar o conhecimento a respeito do aspecto financeiro relatado na Palavra de Deus, o empresário e administrador Clésio Guimarães, iniciou um período de estudos que resultou na obra: ‘A Bíblia e as Finanças – O ambiente econômico da Bíblia’, que tem como objetivo aprender a Bíblia sob a ótica financeira. 

“Se você ler a Bíblia de forma prática, encontrará nela a resposta para várias situações do seu dia a dia”, comenta Clésio Guimarães. O lançamento é da Sophia Editora e está a venda pelo site da organização.  

Em entrevista, o professor universitário, administrador de empresas e representante do CRA – Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, Clésio Guimarães explica que a Bíblia é repleta de assuntos que envolvem a economia. 

Como teve ideia de escrever o livro?
Minha ideia sempre foi escrever um livro sobre o tema econômico. Em 2013, fiz um curso de pós-graduação sobre marketing e comunicação empresarial. Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre marketing religioso. Passei 44 anos lecionando. Apesar de ser formado em administração de empresas, sempre gostei de economia. Lecionava micro e macro economia. 

Estudei a Bíblia e identifiquei nela vários aspectos econômicos. A Bíblia é toda recheada de assuntos que envolvem a economia. Quando você fala ‘Noé construiu a Arca’, por trás disso tem todo um aparato econômico: contratação de funcionários, aquisição de matéria-prima… Alinhavei e comecei a escrever devagarzinho. A coisa foi caminhando e culminou com meu sonho de publicar um livro, dentro da minha área e abrangendo a parte bíblica.

Algo te surpreendeu ao revisitar a Bíblia com esse olhar?
Por exemplo, agora estou fazendo um estudo sobre o livro de Salmos. E estou descobrindo coisas que muitas vezes não tinha percebido. Nessa ótica econômica, comecei a descobrir coisas que tinha lido, mas não tinha percebido. 

Em diversos pontos, seu livro dialoga com os dilemas do mundo contemporâneo. De que forma a Bíblia pode nortear e auxiliar os administradores?
Muitos empresários, de forma intencional, estão aplicando princípios da Bíblia em seus negócios. A Bíblia tem respostas para todas as situações. A Bíblia, na verdade, é um manual de vida. Muitas pessoas colocam  a Bíblia como algo distante. Mas, se você ler a Bíblia de forma prática, vai ter resposta para várias situações do seu dia a dia. Um exemplo: a Bíblia fala que você não deve servir de fiador. Ela fala: “se você caiu nessa armadilha e assinou como fiador de alguém, corra lá, importune a pessoa, até que ela desista e tire seu nome”.

Tenho uma experiência própria. Fui servir de fiador anos atrás e tive problemas seríssimos. Tenho até hoje. Não consegui me desvencilhar do problema ainda. A Bíblia diz que você fica “enredado”. Os empresários têm muito que tirar dos ensinamentos bíblicos. Lá encontramos orientações úteis em todas as situações. 

É possível alcançar os níveis de produtividade impostos pelo capitalismo e conciliar, ao mesmo tempo, valores considerados cristãos?
É possível conciliar perfeitamente. Você vê que muitas empresas, em função de escândalos de corrupção, adotaram o que é conhecido como compliance [normas de ética que norteiam os procedimentos internos nas companhias]. Isso nada mais é do que seguir a Bíblia, fazer o que é correto.

É claro, entre aspas, vai diminuir os lucros, mas vai dar mais segurança, senão vai haver problema. O que adiantou, por exemplo, essas construtoras terem ganhado milhões e milhões e, depois, perderem tanto, além de ter colocado seus nomes na lama? Então, é preferível o pouco certo do que o muito duvidoso, em função do futuro. Porque um dia a coisa acontece.

Livro ‘A Bíblia e as Finanças – O ambiente econômico da Bíblia’ de Clésio Guimarães. Foto: Reprodução

Num período de pandemia, o mundo se encontrou num período muito delicado sob o ponto de vista econômico. Quais as lições podemos tirar da Bíblia?
A Bíblia nos orienta a sempre fazer uma reserva, guardar alguma coisa. É o ensino da fábula da formiga. A formiga reserva no verão para poder consumir no inverno. Quem fez isso hoje não está tendo problema ainda. Está conseguindo sobreviver. Quem consumiu tudo está tendo problema. A Bíblia nos dá orientação nesse sentido. A cigarra vivia cantando e não se preocupando. Quando chegou o inverno, a formiga tinha mantimentos. E a cigarra não tinha nada. Isso é o que todo empresário tinha que fazer: ter reservas para enfrentar os dias maus. A Bíblia também ensina sobre os dias ruins. 

Acredita que haverá uma mudança de paradigma neste pós-pandemia?
Com toda certeza. Não vamos ser os mesmos depois disso. A dificuldade está nos fazendo criar. Essa criação de alternativas vai permanecer após o período de pandemia.  Creio num Deus provedor. Deus não permitira que isso acontecesse na terra sem que tivesse um fim maior e proveitoso para os homens. Aqueles que aprenderem a lição terão, realmente, vitórias. E aqueles que não aprenderem vão ter, novamente, problemas.

 *Com informações de Folha dos Lagos 

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