O pastor João Marcos Barreto Soares, diretor de Missões Mundiais, da Convenção Batista Brasileira, afirma que a China segue como um dos maiores desafios para a evangelização cristã devido ao seu expressivo contingente populacional. Apesar disso, ele ressalta que a estratégia missionária tem avançado especialmente entre os chineses que vivem fora do país, na chamada diáspora.
Segundo o diretor, Missões Mundiais definiu como prioridade estratégica alcançar os chineses que vivem em outros países e, ao mesmo tempo, incentivar a própria igreja chinesa a atuar na evangelização. “Nosso objetivo é a evangelização dos chineses da diáspora e levar a igreja chinesa a evangelizar pessoas dos países em que os cristãos chineses estão”, explica.
Nas Filipinas, de acordo com o pastor, já há igrejas sinófonas [de língua chinesa] estabelecidas e outras em fase de implantação. Ele também destaca a consolidação do ministério de capelania prisional voltado a chineses, tanto em unidades masculinas quanto femininas. A experiência no país asiático, segundo João Marcos, abre caminho para novos projetos no Sudeste Asiático, incluindo a criação de uma base de treinamento para envio de missionários chineses à região.
Os resultados, contudo, não se limitam à Ásia. Soares assinala que a atuação missionária com foco nos chineses também tem avançado na África e na América do Sul. No Brasil, por exemplo, há apoio à plantação de igrejas entre comunidades chinesas do continente e de Taiwan. No Peru, o trabalho evangelístico já foi iniciado. “Cremos que logo teremos bons resultados.”
O pastor faz um apelo à mobilização das igrejas. “Ore para que os mais de 60 milhões de chineses que vivem fora de seu país sejam alcançados. Peça a Deus que a igreja chinesa se desperte para seu potencial de envio missionário”, convoca.
Por fim, João Marcos também pede intercessão pelo fim da perseguição enfrentada por cristãos em alguns contextos e encorajou os crentes a se aproximarem das comunidades chinesas em suas cidades como forma prática de demonstrar o amor cristão. Vale lembrar que a China ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, da Missão Portas Abertas.


