back to top
25.9 C
Vitória
sexta-feira, 23 DE janeiro DE 2026

Barroso nega censura do STF em redes

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Ministro afirma que Supremo julga casos concretos e não legisla sobre responsabilização de plataformas e que essa decisão impacta liberdade de expressão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, negou na quarta-feira (4) que a Corte esteja legislando ao decidir sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários. A declaração do ministro foi feita no início da sessão no qual a Corte retomou a analise da constitucionalidade do Marco Civil da Internet. 

Barroso rebateu críticas de que o Supremo está invadindo a competência do Congresso ao tratar da matéria e que os ministros estariam promovendo censura dos usuários das plataformas. Segundo o ministro, estão sendo julgados casos concretos em que há litígio judicial.

“Os critérios adotados pelo tribunal para decidir os casos trazidos perante ele só prevalecerão até que o Congresso Nacional legisle, se e quando entender que deve legislar a respeito. Quando o Congresso legislar, é a vontade do Congresso que será aplicada pelo STF, desde que compatível com a Constituição”, afirmou. 

- Continua após a publicidade -

O ministro também criticou a polarização política que envolve a discussão sobre a responsabilização das redes.

“Não importa se você é liberal, conservador ou progressista. Não pode ter pornografia infantil nas redes, não pode ter terrorismo, não pode ter venda de drogas. A polarização fez com que as pessoas não conseguissem construir nem o que é de senso comum”, completou.

LEIA MAIS
Tribunal Superior Eleitoral propõe novas regras para as eleições de 2026. TSE muda regra e autoriza críticas impulsionadas a governos - Mudança pode estimular campanhas financiadas antes do início oficial da corrida eleitoral
Flávio Bolsonaro viaja a Israel e busca apoio da direita Flávio Bolsonaro viaja a Israel e busca apoio da direita - Senador busca apoio político em evento contra antissemitismo

Neste momento, o ministro André Mendonça profere seu voto sobre a questão. Faltam os votos de sete ministros. A Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

De acordo com o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo. (Com informações da agência de notícias, por Andre Richter – Repórter da Agência Brasil.)

- Continua após a publicidade -

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -