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quinta-feira, 2 dezembro 2021

Baltazar, o atacante brasileiro “artilheiro de Deus”

Baltazar Maria de Morais Júnior, 61 anos, mais conhecido como Baltazar, o “artilheiro de Deus”, que foi destaque na década de 80, atuando pelo Grêmio de Porto Alegre e hoje é pastor e empresário

Por Priscilla Cerqueira 

“Artilheiro de Deus” foi o apelido de um atacante brasileiro que no futebol nacional se notabilizou por sua passagem pelo Grêmio de Football Porto-Alegrense, mas também fez sucesso na Espanha, atuando pelo Atlético de Madrid. Evangélico, Baltazar hoje é pastor e agencia jogadores.

Quando era jogador, falava sobre sua fé de maneira constante e foi o primeiro a fazer parte do movimento Atletas de Cristo. Quando saía de uma partida sem marcar, costumava dizer que se o time “não fez gols, foi porque Deus não quis”.

Baltazar foi revelado pelo Atlético-GO em 1977 e em 1979 se transferiu para o Grêmio, onde fez sucesso e jogou até 1982. A imprensa esportiva da época o considerava peça fundamental na conquista do primeiro título do Campeonato Brasileiro da história do tricolor gaúcho.

Carreira

Na primeira temporada pelo Grêmio, com 20 anos de idade, o “artilheiro de Deus” brilhou logo de cara, conseguiu o posto de atacante titular e anotou 29 gols em 45 jogos. No ano seguinte, marcou 42 gols e se tornou alvo do interesse de outros clubes, mas permaneceu no Estádio Olímpico.

O ápice, no entanto, ainda estava por vir: em 1981 Baltazar foi considerado o principal jogador da campanha do Grêmio que levou ao título do Brasileirão, mesmo com números inferiores aos da temporada anterior. Na final contra o São Paulo, no Morumbi, marcou o gol na primeira partida, o que o colocou definitivamente na galera dos grandes jogadores da equipe.

Em 1982, ficou fora da lista convocada para a Copa do Mundo na Espanha, muito por conta do primeiro semestre abaixo de sua média. Transferiu-se para o Palmeiras, onde retomou os bons números como atacante. Depois passou pelo Flamengo, onde foi campeão brasileiro de 1983, com 21 gols em 40 jogos. No ano seguinte, foi para o Botafogo.

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Baltazar quando ainda era jogador. Foto: Reprodução

Em 1985, transferiu-se para o Celta, da Espanha, e ajudou o pequeno clube a conquistar o acesso para a primeira divisão, o que o rendeu um contrato com o Atletico de Madrid em 1988. No segundo maior time da capital espanhola, viveu sua melhor média de toda a carreira, anotando 36 gols em 40 jogos.

De acordo com o portal Torcedores, foi o artilheiro do Campeonato Espanhol e quebrou um tabu de duas décadas, sendo apenas o segundo brasileiro a conseguir a honraria – o primeiro e único até então havia sido Waldo, pelo Valencia, em 1967. Esse desempenho rendeu uma convocação para defender a Seleção Brasileira na Copa América de 1989, quando conquistou seu único título pelo Brasil.

Na Copa de 1990, estava acima dos 30 anos e ficou fora da lista de convocados, mas seguiu sua carreira da Europa, jogando em Portugal, pelo Porto, e na França, pelo Rennes. Em 1994 voltou ao Brasil e defendeu o Goiás, rival de seu clube formador, marcando 19 gols em 15 jogos, aos 35 anos.

O desempenho com média superior a um gol por jogo rendeu uma proposta irrecusável do futebol japonês, onde atuou por duas temporadas pelo Kyoto Sanga, até se aposentar ao final de 1996.

Pastor e empresário

Quando abandonou os gramados, sofreu muito. Disse “Orei pedindo uma direção, foi um tempo difícil. E me recordei que, quando jogador, participei sem cobrar nada de transferências de outros jogadores.Tive satisfação em ajudar e resolvi experimentar de novo, desta vez profissionalmente”.

Hoje atua como empresário de jogadores e mora no Jardim Florença, em Goiania-GO, com a esposa e dois filhos. Virou pastor e presidente da “Missão Atletas de Cristo do Brasil.

Testemunho de Baltazar à Rede Super de Televisão

*Com informações de Nostalgicosfc (instagram)

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