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quarta-feira, 26 janeiro 2022

Avanço: Israel testará vacina oral contra a Covid-19

Israel testará vacina oral, em agosto, com menos efeitos colaterais - Foto: Pharmaceutical Tecnology

A empresa espera iniciar o teste da pílula Oravax, em agosto, assim que receber a aprovação final do Ministério da Saúde

Por Patricia Scott 

Imagine uma vacina contra a Covid-19 sem agulhas. Uma empresa israelense está testando uma possível vacina oral contra o coronavírus. A versão, de dose única, foi criada pela Oramed Pharmaceuticals. No entanto, o desenvolvimento está a cargo da Phemas Biotech, que possui sede na Índia. A empresa espera iniciar o teste da pílula Oravax, em agosto, assim que receber a aprovação final do Ministério da Saúde. Com apenas 15% da população mundial totalmente vacinada, a luta para acabar com a pandemia está longe de terminar.

A facilidade na distribuição por não necessitar de armazenamento em baixas temperaturas, além de não depender de equipamentos para a aplicação do imunizante, dispensando também a necessidade de profissionais administrando injeções, são algumas das vantagens. Outro ponto positivo é a redução dos efeitos colaterais. A tecnologia é baseada em uma versão do próprio vírus, mas não infeccioso, para forçar o corpo a produzir uma resposta imune, sem a pessoa desenvolver sintomas.

Foi anunciado, em março, que o imunizante havia gerado anticorpos em porcos, com sucesso. “Isso poderia ‘virar o jogo’ em países como a Índia, onde apenas 5% da população está vacinada”, disse Nadav Kidron, CEO da Oramed. Entretanto, ele revela que haverá necessidade de doses de reforço, possivelmente, à medida que a variante Delta aumenta em alguns países.

Doses de reforço
A fórmula é robusta em face de novas variantes, segundo Nadav Kidron. “Israel já começou a dar doses de reforço aos imunocomprometidos. As autoridades de saúde em muitas partes do mundo falam sobre a possibilidade de doses de reforço para todos”, ressaltou.

Kidron afirmou, ao The Times of Israel, que há urgência em obter o produto aprovado e nas mãos dos profissionais de saúde. Isto porque, de acordo com ele, há uma perspectiva de demanda por reforços. Entretanto, existe falta de vacinas em algumas partes do mundo.

“Nossa vacina oral, que não depende de congelamento, ao contrário de outras vacinas contra o coronavírus, pode significar toda a diferença para que um país seja capaz de sair da pandemia”, assevera Kidron.

A Oramed já está com a aprovação do Centro Médico Sourasky, de Tel Aviv, para dar início a ensaio clínico em 24 voluntários não vacinados. Os especialistas monitorarão se a pílula da vacina os estimula a gerar anticorpos e, em caso afirmativo, em que nível isso acontecerá.

Kidron disse a vacina tem como alvo três proteínas de superfície do vírus SARS CoV-2, enquanto a maioria das outras tem como alvo apenas uma. Ele explicou ainda que ela possui proteínas que não são propensas a mutação, o que, segundo ele, manterá a vacina eficaz em face de novas variantes. “Nossa vacina é uma candidata particularmente forte contra o vírus Covid-19 em evolução”, finalizou Nadav Kidron.

 Com informações The Times Of Israel 

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