Austrália quer mudar embaixada em Israel para Jerusalém

Foto: AFP/ Getty images

País pode seguir os passos dos Estados Unidos e da Guatemala. Evangélico, primeiro-ministro Scott Morrison quer mudanças na relação com a Terra Santa.

Camberra – O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, afirmou nesta terça-feira (16) que estuda a possibilidade de transferir a embaixada do país em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. País pretende seguir os passos dos Estados Unidos e da Guatemala.

A mudança da embaixada norte-americana desencadeou uma nova crise entre palestinos e israelenses, pois Jerusalém é considerada sagrada e como capital pelos dois povos. Em uma coletiva de imprensa, Morrison revelou que está “aberto” para receber propostas formais sobre o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Em Israel, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que debateu o assunto com Morrison e o agradeceu pela intenção. “Ele me informou que está considerando reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel e transferir a embaixada australiana. Fico muito agradecido a ele por isto”, disse Netanyahu.

O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, afirmou que a decisão de Morrison é “uma notícia muito triste” e que isso violaria o entendimento da Organização das Nações Unidas (ONU).

Scott Morrison, é um evangélico. E vem sofrendo forte oposição por suas opiniões conservadoras. Além da mudança da embaixada australiana em Israel, o primeiro-ministro falou também sobre acordo nuclear do Irã. Nas próximas votações na ONU também deverá haver mudanças na política externa do seu país, que deve parar de apoiar as pautas pró-Palestina.

EUA

Donald Trump fez dos Estados Unidos o primeiro país a tomar esta decisão. Foi em dezembro de 2017. A decisão rompeu com décadas de consenso internacional sobre a Cidade Santa. De seguida, a Guatemala e o Paraguai tomaram decisão idêntica.

Mas em setembro, o Governo do atual Presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, disse que iria anular a decisão, “absolutamente unilateral e sem consulta, sem qualquer tipo de elementos, nem argumentos fundados no Direito Internacional”, tomada pelo presidente cessante, Horácio Cartes, e anunciou o fecho da embaixada.

Esta decisão provocou mal-estar em Israel que, por seu lado, decidiu encerrar a sua representação em Assunção.


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