Dengue: morte aumenta 5 vezes em relação ao ano passado

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue (Foto: Reprodução)
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue (Foto: Reprodução)

689 mortes por dengue foram constatadas até 12 de outubro no país, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde

Em todo o país, 689 mortes ocorreram até o dia 12 de outubro deste ano em decorrência da dengue. De acordo com o boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde, o número é 5,4 vezes maior que a quantidade de mortes do período em 2018. Segundo o ministério, cerca de 128 pessoas morreram até o mesmo período no ano passado.

O número encontrado este ano é 690% maior do que os 215.585 mil casos de 2018. Em 2019 já foram registrados 1.489.457 milhões casos. Igualmente a cada 100 mil habitantes a doença atinge 708,8.

Entre as possíveis causas para o avanço da dengue, está a volta de um sorotipo da doença que há anos não circulava no Brasil. De acordo como revelou o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, na última sexta-feira (1).

“Tivemos a reentrada do sorotipo 2, há dois anos, e no ano passado isso fez um estrago muito grande no estado de São Paulo, na região de Bauru”, destacou. Além disso o ministro ressaltou a atuação da doença em diferentes estados.

“A dengue reentrou por Goiás, Tocantins – foi um número muito grande de casos, porque o sorotipo 2 havia muitos anos não circulava no Brasil, então agora ele volta com força total”, disse o ministro.

Além disso, dentre os fatores que contribuem para o retorno da doença está o aumento das chuvas e uma menor prevenção. Além disso, em uma matéria apurada pela redação da Comunhão revela que o número de mortos quadruplica no Brasil em 2019.

ESTADOS DO BRASIL

Em Minas Gerais 154 mortes foram confirmadas em um total de 482.739 casos. Bem como, São Paulo com ocorrência de 442.014 mil, concentra 62% dos casos prováveis no país, onde 247 mortes foram registradas.

Primeiramente a região Centro-Oeste, em proporção é a região com maior incidência, com 1.235,8 por 100 mil habitantes. Além disso, no Sudeste, para cada 100 mil habitantes o número de casos é 1.151,8.

O ano de 2019 é o terceiro com a maior notificação de casos de dengue no Brasil desde o início da série histórica, em 1998. Dessa forma perde somente para 2015 (1,68 milhão) e 2016 (1,5 milhão).

CHIKUNGUNYA E ZIKA

O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas 75 mortes provocadas pela doença.

Até 12 de outubro deste ano os estados contabilizavam 123.407 casos, contra 78.978 do mesmo período em 2018. Segundo o ministério, o índice de prevalência da infecção é bastante inferior ao da dengue. Dessa forma são 58,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Os estados do Rio de Janeiro (83.079) e do Rio Grande do Norte (12.206) concentram 77,2% dos casos prováveis. Além disso a doença tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti. 

Além disso, neste ano o zika vírus foi a causa da morte de três pessoas. O levantamento foi até 21 de setembro com 10.441 casos notificados da doença.

ALERTA

O Ministério da Saúde aconselha a população a manter ações de prevenção. Igualmente verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa.

Ademais, lavar semanalmente com água e sabão, vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno. Bem como, não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante.

*Da redação, com informações de Agência Brasil 


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