A ausência dos líderes legislativos causa controvérsia em meio à crise política
Por Denise Miranda
Por mais um ano, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não participarão da cerimônia em defesa da democracia marcada para 8 de janeiro no Palácio do Planalto, em Brasília. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) seguem fora do evento desde os ataques de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas.
O evento deste ano reunirá integrantes do Executivo, membros do Supremo Tribunal Federal, comandantes das Forças Armadas e representantes da sociedade civil, sem a presença dos chefes do Legislativo. O Congresso Nacional não programou uma cerimônia própria para a data, diferentemente do Planalto e do STF.
A ausência dos líderes legislativos ocorre em um ano eleitoral e em meio à expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete um projeto de lei aprovado pelo Congresso que poderia alterar punições relacionadas à manifestação do dia 8 de janeiro de 2023.
Parlamentares afirmam que a decisão de Motta e Alcolumbre reflete estratégias políticas e a manutenção de alianças parlamentares, sem ligação direta com o veto.
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Moraes notifica Malafaia por injúria - Pastor responde a denúncias por contra general que é comandante do Exército Em anos anteriores, episódios semelhantes foram registrados. Em 2024, o então presidente da Câmara não compareceu às celebrações, e em 2025 o Senado foi representado por vice-líderes. A repetição do padrão em 2026 mantém o debate sobre o papel do Legislativo em eventos simbólicos de reafirmação democrática.

