back to top
23.9 C
Vitória
segunda-feira, 19 DE janeiro DE 2026

Atentado antissemita provoca reação de líderes cristãos

Em homenagem às vítimas do ataque terrorista, flores foram colocadas na praia de Bondi, em Sydney, Austrália - Foto: Reprodução

Ataque durante celebração de Hanukkah deixou 15 mortos e quase 30 feridos na praia de Bondi; autoridades religiosas pedem oração, solidariedade e fim da escalada de violência

Por Patricia Scott

Líderes cristãos na Austrália manifestaram forte condenação ao atentado terrorista contra judeus ocorrido no domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, onde flores foram colocadas em homenagem às vítimas. O ataque, classificado como antissemita, deixou 15 mortos e ao menos 29 feridos durante uma celebração do festival judaico Hanukkah, reunindo famílias e membros da comunidade local. 

Segundo as autoridades, dois homens armados — pai e filho — abriram fogo contra os participantes do evento. As vítimas fatais incluem uma menina de 10 anos que celebrava a data com familiares, um sobrevivente do Holocausto radicado na Austrália, Alexander Kleytman, e um policial aposentado que atuava como fotógrafo da festividade.

- Continua após a publicidade -

Os suspeitos foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, que morreu no local. Já seu filho, Naveed Akram, de 24, que foi socorrido e permanece internado sob vigilância policial.

Morador da região, o pastor Brian Houston, fundador da Hillsong Church, relatou ter acompanhado a movimentação de emergência da janela de sua casa. Em publicação nas redes sociais, descreveu cenas de pânico e classificou o episódio como um ataque antissemita ocorrido no primeiro dia de Hanukkah. Houston pediu orações pela comunidade de Bondi e pelas famílias atingidas. Em nota oficial, o arcebispo anglicano de Sydney, Kanishka Raffel, repudiou a violência e reafirmou apoio irrestrito à população judaica.

LEIA MAIS
PF avança em operação sobre fraudes e cita ex-nora de Lula PF avança em operação sobre fraudes e cita ex-nora de Lula - Carla Trindade, ex-nora de Lula, é investigada por fraudes em licitações e nega envolvimento em esquema de corrupção na Educação pública paulista
Lula convoca ação urgente contra crime e vazamento de dados Lula convoca ação urgente contra crime e vazamento de dados - Lula discute combate ao crime organizado com Moraes e líderes de órgãos após inquérito sobre vazamentos de dados sigilosos

Ele destacou que o antissemitismo, o ódio e a agressão não têm lugar na sociedade australiana e convocou a população a orar pelas vítimas, feridos, profissionais de segurança e saúde, além das autoridades responsáveis pela resposta ao ataque. Raffel também agradeceu publicamente a Ahmed Al Ahmed, o civil que conseguiu imobilizar e desarmar um dos atiradores, ação que, segundo autoridades, evitou um número ainda maior de mortes. O homem tem sido amplamente reconhecido como herói no país.

O reverendo Martin Morgan, reitor da Igreja Anglicana de Bondi, localizada nas proximidades do local do atentado, relatou que fiéis que deixavam o templo presenciaram pessoas correndo para escapar dos disparos. Diante do risco, os membros retornaram à igreja, onde permaneceram em oração por cerca de 40 minutos até que a situação fosse controlada. Morgan alertou para o crescimento de sentimentos antijudaicos na região nos últimos anos. Além disso, ele afirmou que as igrejas locais precisam atuar como agentes de paz e reconciliação para conter a disseminação do ódio religioso.

- Continua após a publicidade -

Já o arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, afirmou que o atentado é reflexo direto do aumento do antissemitismo na Austrália. Em entrevista à imprensa católica local, ele criticou a normalização de discursos hostis e manifestações públicas inflamadas, que, segundo ele, contribuíram para um ambiente de radicalização. Fisher reforçou a solidariedade dos cristãos à comunidade judaica e destacou as raízes comuns entre as duas tradições religiosas. Para ele, ataques contra judeus representam uma agressão a valores fundamentais compartilhados também pelo cristianismo. Dados recentes divulgados pela

Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel apontam um crescimento alarmante de 387% nos incidentes antissemitas na Austrália entre 2022 e 2024. Somente em janeiro deste ano, uma série de ataques incluiu incêndios criminosos, pichações com mensagens de ódio e símbolos nazistas, além da depredação de propriedades ligadas à comunidade judaica.

Atualmente, cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália — menos de 0,5% da população nacional — concentrados principalmente nas cidades de Sydney e Melbourne. O atentado em Bondi reacendeu o debate sobre segurança, intolerância religiosa e a necessidade de ações mais firmes para conter a violência motivada pelo ódio. Com informações Christian Daily International e Reuters 

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -