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sábado, 15 agosto, 2020

Atenção para os vírus chikungunya e zika

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A crise hídrica que tem assolado o país deixa todos em alerta para a proliferação do Aedes aegypti agora não apenas para a dengue, mas para duas formas de vírus que chegaram ao Brasil no ano passado: o chikungunya e o zika.
Em Vitória, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) divulgou no último dia 3 que foram confirmados dois casos de zika, em uma mulher de 35 anos do bairro Jesus de Nazareth e uma adolescente de Maria Ortiz. Outros 10 casos estão sendo analisados pela secretaria.
Os casos foram notificados acenderam o alerta e fez com que a administração municipal intensificasse o combate ao mosquito por conta do risco de proliferação das doenças “primas” da dengue.
“É fundamental o apoio da população no sentido de manter a vigilância em casa para eliminar os possíveis criadouros de mosquito. Os passos para fazer essa inspeção começam pela regra básica de não deixar a água parada em qualquer tipo de recipiente”, destacou a gerente de Vigilância em Saúde da Semus, Arlete Frank Dutra.
As doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito, mas o nível de gravidade é diferente. Para evitar confusão entre os profissionais de saúde, a Semus vai promover a capacitação das equipes que atuam no Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA), nas unidades de saúde e Pronto-Atendimentos (PA´s) a respeito do vírus Zika.
O treinamento será realizado segunda (9/11), terça (10/11) e quarta-feira (11/11), no auditório da Prefeitura de Vitória, e objetiva orientar os profissionais sobre a conduta nas atividades de rotina das equipes. Essas orientações são consideradas fundamentais após a confirmação dos dois casos do vírus na capital.

“A proposta é preparar os agentes de combate às endemias, supervisores de endemias, agentes comunitários de saúde e enfermeiros/sanitaristas responsáveis pela vigilância nos níveis locais, a fim de qualificar as visitas realizadas, identificar situações de risco e suspeitas de casos, como também esclarecer as dúvidas dos profissionais e, assim, dos moradores por eles assistidos”, explicou a bióloga Clara Scarpati Alvarenga, coordenadora técnica do Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA) da Semus.
O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde disponível em seu portal na internet informa que, somente neste ano, foram registrados 1.416.179 casos prováveis de dengue no país.
Quanto à febre de chikungunya, foram notificados, até 15 de outubro, 14.373 casos suspeitos, dos quais 5.074 confirmados e 7.864 sendo investigados, sendo que nenhum deles foi registrado no Espírito Santo. O número de casos de zika não foi informado.
As recomendações da Semus para combater o mosquito e a doença são: manter fechados recipientes como caixas d’água, barris, tambores, tanques e cisternas; não deixar água parada em locais como vidros, potes, pratos e vasos de plantas, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas e outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenadas.
O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Rivaldo Venâncio da Cunha, explicou que existe a possibilidade de já estar em curso no país uma explosão do zika vírus, sem que se saiba disso. “Pode ser que nesse 1,5 milhão de casos de dengue notificados este ano no Brasil, haja algumas dezenas ou centenas de milhares de casos que não são dengue, mas zika”, disse o professor, que estima os casos de zika entre 150 mil e 200 mil. “São aqueles casos que praticamente não tiveram febre e começaram com quadro de vermelhidão e coceira”, explicou ele, para diferenciar da dengue, cujo sintoma, em geral, é relacionado a febre alta.
Embora transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue e a zika vírus são provocadas por vírus diferentes. O nível de gravidade também é diferente. “A dengue, em geral, é mais grave que a zika, porque a provoca a morte em maior frequência. A ação do vírus no organismo é diferente”. Só pelo sintoma não seria possível diferenciar uma doença da outra, apenas pelo diagnóstico laboratorial, destacou Cunha. Portanto, o ideal é que quem está com algum dos sintomas busque orientação médica.

 

Fique atento

Dengue

Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti.
Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura.
Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

Chikungunya

Doença: A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.
Transmissão: É transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).
Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Zika

Doença: Doença viral aguda. Dois casos foram confirmados em Vitória.
Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.
Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.
Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

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