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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Ataque mata 80 cristãos no Congo

Foto: Portas Abertas

Além dos assassinatos, integrantes das Forças Democráticas Aliadas incendiaram várias casas em diferentes localidades

Por Patricia Scott

No Congo, os ataques continuam a devastar comunidades cristãs. Na região leste desse território africano, em mais uma onda de violência, 80 seguidores de Jesus morreram na província de Kivu do Norte. Cabe destacar que o país ocupa a 41ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024, elaborada por Portas Abertas, que elenca os 50 piores lugares para o cristão viver.  

Segundo Portas Abertas, militantes do grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) assassinaram 16 cristãos no vilarejo de Masau, além de incendiarem oito casas. “Muitas pessoas foram declaradas desaparecidas nesse incidente e muitos outros o sucederam”.

Sendo assim, o governo do Congo organizou uma operação de segurança no território de Beni. No entanto, não tem sido suficiente para controlar a situação. Apesar disso, “as autoridades expressaram compaixão pelas vítimas feridas e mortas e asseguraram sua determinação em acompanhar as famílias enlutadas para oferecer o suporte de que precisam”, afirmou Portas Abertas.

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Segundo um líder cristão local, Magina foi tomada por uma atmosfera de medo. O ataque mais letal aconteceu no último dia 7 de junho.

“As ADF queimaram mais de 50 cristãos até a morte em suas casas. Eram tantos corpos que o veículo não tinha espaço suficiente para todos”, informou o pastor Kambale Aristote, da igreja CECA20.

O líder religioso pediu oração ao enfatizar que o objetivo das ADF é converter todos ao islã. “É um nível de perseguição muito alto. Pedimos que todos os cristãos orem por nós”, salientou o pastor Kambale. Esse é também o pedido de milhares de cristãos na África Subsaariana.

Quando o ataque ocorreu, as vítimas estavam trabalhando no campo. Com facões e armas, os militantes mataram os cristãos e, depois, no vilarejo incendiaram tudo. No dia seguinte, 8 de junho, outros 13 cristãos foram mortos em mais um ataque surpresa.

“Alguns dias depois, os militantes das ADF foram para o vilarejo Masuku e queimaram muitas casas. Os dois filhos de um pastor foram mortos nesse incidente”, declarou Portas Abertas.

A taxa de ataques a cristãos na República Democrática do Congo continua crescendo, assim como o número de deslocados internos. Por isso, muitas igrejas foram fechadas. “Diante desse contexto, os cristãos estão preocupados, porque chegou o tempo da colheita, período que passam mais tempo no campo para conseguir sustentar as famílias durante o ano”, pontuou Portas Abertas.

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