24.4 C
Vitória
segunda-feira, 15 abril 2024

Ataque à igreja deixa duas cristãs mortas

Faixa de Gaza: região está em conflito desde 7 de outubro, quando o Hamas atacou Israel - Foto: Reprodução

Os templos têm servido de abrigo desde o início do  conflito, já que as pessoas consideram ser mais seguro para a preservação da vida   

Por Patricia Scott

Na Faixa de Gaza, duas cristãs foram mortas por um franco-atirador no último sábado (16). Elas estavam abrigadas nas instalações de uma igreja, onde outras pessoas também se refugiam desde o início do agravamento da guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas.

O líder da igreja afirmou que é uma “tragédia absurda. Não conseguimos compreender como tal ataque pôde ser feito”. Segundo ele, Nahida e a filha, Samar, foram baleadas e mortas quando andavam dentro do complexo da igreja.

“Uma delas foi atingida, quando a outra tentou socorrer, foi baleada também. Ambas não resistiram ao ferimento”, detalhou, acrescentando que “outras sete pessoas foram feridas quando tentavam proteger outras no complexo da igreja. Nenhum alerta foi dado nem houve notificação”.

- Continua após a publicidade -

No mesmo dia, conforme informação da liderança da igreja, outro edifício próximo, que também abrigava cristãos, foi atingido por um tanque israelense. Todos tiveram que deixar o espaço. “Os 54 deslocados internos que utilizavam os respiradores da instituição ficaram sem acesso aos equipamentos”, divulgou Portas Abertas, que revelou: “Outras três pessoas ficaram feridas na região por causa de bombardeio”.

Medo e insegurança

Em outra igreja da localidade, há 1.070 cristãos palestinos abrigados, que sentem constante medo dos bombardeios. Além disso, eles enfrentam escassez de alimentos, já que não há recursos suficientes para atender tantas pessoas. A comida é preparada pelas mulheres, que fazem revezamento na cozinha. Muitas vezes, de acordo com Portas Abertas, é possível a realização de uma única refeição por dia.

A utilização dos banheiros também é organizada, para que todos possam ser atendidos. Há ainda o impacto emocional e psicológico devido à falta de perspectiva de futuro. “Os cristãos ainda não têm perspectiva de quando poderão retornar para casa”, enfatizou a instituição missionária.

Há quase dois meses, centenas de cristãos estão abrigados nas igrejas em Gaza. Isto porque eles acreditam ser mais seguro nos templos, como também nos edifícios próximos.

Pelos menos 20 cristãos já morreram desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, pontuou Portas Abertas. “Por favor, não deixe de orar pelo fim do conflito e por um Natal de paz para a região”.

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -