A violência é atribuída à atuação de grupos islamistas armados e bandos criminosos que operam em diversas regiões do país, especialmente no norte e no centro
Por Patricia Scott
A Nigéria desponta como o país mais letal para cristãos no mundo, concentrando, sozinha, mais mortes por motivos religiosos do que todas as outras nações somadas. Parceiros locais de entidades cristãs alertam que, sem uma resposta eficaz das autoridades, o total de mortos pode dobrar, em 2026. A violência é atribuída à atuação de grupos islamistas armados e bandos criminosos que operam em diversas regiões do país, especialmente no norte e no centro da Nigéria.
No Relatório Anual sobre Tendências de Perseguição, a organização Release International (RI) advertiu que a situação tende a se deteriorar. A instituição considera o número mais alto, de cerca de 7.000 mortes em 2025, como o mais próximo da realidade e alerta que, mantido o atual ritmo de violência, mais de 14.000 cristãos poderão perder a vida em 2026.
Segundo a RI, a expansão de grupos jihadistas, a fragilidade das respostas de segurança e a instabilidade regional no Sahel (vasta região semiárida na África Central-Norte, que abrange vários países) elevam o risco de novos ataques. A Nigéria ocupa, atualmente, o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição, que é elaborada pela Missão Portas Abertas, que elenca os 50 países mais perigosos para os cristãos.
Diante da pressão interna e internacional, o governo nigeriano decretou estado de emergência e anunciou a ampliação do efetivo policial. O presidente do país, Bola Ahmed Adekunle Tinubu, no entanto, gerou controvérsia ao afirmar que muçulmanos e cristãos sofrem de forma equivalente com a violência, uma avaliação contestada por organizações que acompanham os ataques e apontam cristãos como alvos predominantes.
A crise também entrou no radar da política externa dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump classificou a Nigéria como “País de Preocupação Especial” e determinou ataques aéreos contra bases de grupos islamistas no território nigeriano no dia de Natal, em uma medida que chamou a atenção da comunidade internacional. Com informações Christian Today
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