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terça-feira, 7 abril, 2020

As coisas e a bolha de sabão

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“Precisamos nos sentir ricos graças às coisas que possuímos, senão nos sentiremos pobres por causa de tudo o que não possuímos”

“Nunca vi muito dinheiro trazer felicidade para ninguém”, escreveu o poeta Vinicius de Moraes. O diplomata e poeta de fato alcançou a fama, mas não acumulou a fortuna obtida com seus versos. Afinal, o que importava mesmo para Vinicius era estar em um estado constante de paixão. Porém nem todos buscam a felicidade em versos, mas nas coisas e no dinheiro, ladrões perigosos da nossa alegria.

Comunhão vem publicando a série “Ladrões da Alegria” nas três últimas edições, revelando como as circunstâncias e as pessoas podem se transformar em usurpadoras do bem-estar e do prazer do crente. Mostrou também armas infalíveis para derrotar esses dois inimigos do sentimento de felicidade que Deus, na carta de Paulo aos Filipenses, determinou que cultivemos.

Depois de conhecer e driblar os dois primeiros ladrões, conheceremos um terceiro, e talvez mais astuto. Chegou a hora de enfrentar o inimigo chamado “coisas”, presente o tempo todo na mente de muitas pessoas, ditando o que elas devem fazer e o quanto precisam correr para adquirir bens e dinheiro, numa espécie de competição em que o patrimônio material indicaria o seu grau de satisfação.

O pastor Hernandes Dias Lopes, autor do livro “Ladrões da Alegria”, explica que os bens materiais “ditam” a alegria das pessoas porque elas próprias inverteram seus valores e que, por outro lado, a sociedade reforça isso valorizando as pessoas por aquilo que elas possuem, e não pelo que efetivamente são.

Paulo Drago, pastor que palestra sobre temas ligados a dinheiro e bens materiais, endossa dizendo que as coisas determinam “o endereço da alegria” da maioria das pessoas porque os bens materiais dão a sensação de que são bem-sucedidas, de que “chegaram lá”, de que alcançaram a plenitude.

Entretanto, por maior que seja a sua capacidade de consumir, sempre haverá novos desejos, pois desejos são infinitos. Pesquisas indicam que o aumento da renda traz satisfação pessoal somente até certo ponto. A fortuna pode aumentar o grau de realização com a vida, mas também pode levá-la à porta do inferno.

Drago explica que “normalmente determinamos nosso sucesso em comparação com o sucesso dos outros. Não basta ter coisas; precisamos ter as coisas que os outros têm, se possível superá-las. No entanto, não faz sentido comparar minha vida com o estilo de vida de ninguém,  pois sempre haverá alguém mais rico, alguém que viverá de maneira mais ostentatória que eu.

Essa pressão em acompanhar ou superar os outros é uma das razões que propiciam nosso sentimento de insatisfação e infelicidade. É contraditório, mas aquilo que achamos que nos trará bem-estar acaba por empobrecer ainda mais a nossa vida”, disse. Além do alerta, o pastor dá a dica para sair dessa prisão: “Precisamos nos sentir ricos graças às coisas que possuímos, senão nos sentiremos pobres por causa de tudo o que não possuímos”, ensina.
Para o pr. Hernandes, a influência do materialismo é tão forte que o dinheiro, o sucesso financeiro, tomou o lugar do caráter. “Precisamos ter para nos sentir importantes, mas observem que quando o rico chega ao topo da pirâmide, descobre que a felicidade não está ali. Então, se frustra e fica infeliz”.

Salomão e a bolha de sabão

Para exemplificar a busca desenfreada pela alegria nas coisas, pr. Hernandes cita o exemplo de Salomão, autor do livro de Provérbios. Salomão procurou a alegria em quatro fontes: primeiro, ele a buscou na bebida, e depois de embriagar-se bastante entendeu que ela não estava ali. Depois, procurou a alegria nos bens, na riqueza, e se tornou o homem mais rico do seu tempo, até descobrir que tudo era vaidade, palavra que, no hebraico original, significa “bolha de sabão”. Colorida e atrativa, porém sem consistência, sem conteúdo, volátil e frágil.
Decepcionado com a falibilidade da bebida e das riquezas como fonte da alegria de viver, Salomão saiu em busca do sexo e teve mil mulheres – tantas, que poderia repetir cada uma delas somente a cada três anos. Mas, segundo pr. Hernandes, Deus nos mostra que o homem não foi feito para ter várias mulheres, pois não está nelas a alegria de viver, e sim em uma única mulher, fruto do seu amor.

Mas para finalmente concluir que o “endereço da alegria” não era nenhum daqueles, Salomão precisou ainda correr atrás da fama, e se tornou o homem mais famoso de seu tempo. Porém, ao fim de tudo, disse que “temer a Deus é o princípio da sabedoria”, ou seja, viver com Deus é o que precisamos para sermos felizes. Agostinho, em seu livro “Confissões”, disse: “Senhor, Tu nos criaste para Ti e a nossa alma não encontrará descanso até repousar em Ti”.

Dinheiro X Alegria

Tentar relacionar dinheiro e coisas à alegria é pura ilusão. Pastor Paulo afirma que isso passa pela fantasia de cada um. “Em nossa fantasia, pensamos que comprando e possuindo coisas melhoraremos a nossa qualidade de vida. Assim, aumentamos nossa demanda financeira e, dessa forma, muitas vezes nos endividamos, tornando-nos escravos de nossos credores. Passamos então a trabalhar mais, correr mais, nos preocupar cada vez mais para dar conta de tantas obrigações, o que nos leva naturalmente a uma perda da nossa qualidade de vida, tira nossa paz, impede nosso sono, quebra nossos relacionamentos e rouba nossa alegria. Aí, para nos alegrarmos, entramos em um shopping e…compramos coisas! É um círculo vicioso no qual muito caem e não conseguem sair”.

Depender do materialismo para ser feliz constitui-se num tipo de prisão. Quanto mais dependentes das coisas materiais, mais pobres somos. A liberdade passa pela simplificação da vida e, esta, pela diminuição da demanda financeira. Quanto maior a demanda, mais dependentes e escravizados somos. A questão é o estilo de vida que se adota. Assim, o segredo para uma vida melhor será um estilo de vida mais simples. Quem corre atrás de qualquer nova tendência ou moda leva uma vida muito cara, cansativa e estressante. A coragem para ser diferente e resistir à pressão do consumo, por outro lado, nos traz liberdade e paz.

Dos quatro ladrões da alegria, as coisas parecem ser o mais perigoso ou, pelo menos, o mais comum, até mesmo entre os crentes. As pessoas, especialmente as ambiciosas, tendem à insatisfação, à melancolia e até à depressão. Quem não para de caçar a riqueza material certamente permanecerá pobre e infeliz.

O remédio

A receita para curar esse problema está em Mateus 6:33, que diz: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas”. Esse versículo reforça com o que Jesus disse anteriormente sobre a ansiedade “…Não estejais ansiosos por coisa alguma…”. Este texto se refere às pessoas que deixam de viver hoje por causa das preocupações de amanhã. A ansiedade é uma espécie de incredulidade, é o mesmo que dizer que Deus não é poderoso  o suficiente para cuidar de nós, por isso procuramos coisas.
Quando você cuida das coisas de Deus, Deus cuida das suas coisas.

Pr. Hernandes aponta o caminho da libertação, que deve ser ensinado pela Igreja. “A maneira mais adequada de a Igreja tratar isso é ensinar sobre Deus, mas as igrejas estão se tornando antropocêntricas, pregam acerca do homem. No entanto, se forem teocêntricas, as pessoas aprenderão que a alegria está em Deus e não no homem”, reafirma.

E o pastor Paulo Drago complementa lembrando que Jesus recomenda a concentração nos valores do Reino e a confiança em Deus Pai porque, buscando as coisas espirituais, concentrando-nos nos valores eternos, teremos as coisas necessárias para uma vida plena e tranquila, sem a necessidade de corrermos atrás de todas as demais coisas feito loucos, como normalmente fazemos.

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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