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Arte e adoração na igreja evangélica brasileira

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Nada é mais importante que a adoração na igreja, pois é a mensagem do evangelho em música. As artes são ótimas ferramentas para comunicar a mensagem do Reino de Deus”, diz Renato Marinoni, fundador do Instituto de Adoração, Cultura e Arte (IACA)

Ao longo das últimas décadas, a igreja brasileira viu surgir uma série de mudanças que impactaram a adoração, o louvor e a cultura de seus membros. Além de ter influenciado também na forma como a mensagem do Evangelho é dita.

Na entrevista com Renato Marinoni, fundador do Instituto de Adoração, Cultura e Arte (IACA) e pastor da Igreja Batista Metrópole (IBMetro), fala sobre a importância da cultura, a valorização da capacitação técnica dentro da igreja e a necessidade de fortificar ministérios. Confira!

A pandemia da Covid-19 pode ser considerada um “divisor de águas” para o trabalho com arte, cultura e adoração por parte da igreja brasileira? Por quê?
Acho que a igreja não fez nada inovador que outras partes da cultura e da sociedade não tenham feito. Contudo, a pandemia também mexeu com todo esse setor. Tivemos desde pessoas que produziram canções, textos e outras formas de arte a partir do isolamento e outras que adaptaram a forma de veiculação do conteúdo que produzem neste momento de isolamento. Nesse sentido, acho que os artistas cristãos se mobilizaram bem e demonstraram estar antenados ao momento da sociedade.

Você tem feito workshops e orientado igrejas em relação a adoração e louvor. Quais são as principais dúvidas ou necessidades dos ministros e músicos?
Temos feito isso há 15 anos em todo o Brasil. Vejo que a principal necessidade teológica e ministerial e que motiva todas as outras é a falta de visão global e uma teologia de adoração consistente e coerente. Tudo é, no geral, muito fragmentado e superficial. Esse conhecimento superficial é, inclusive, que gera uma falta de capacitação técnica. As pessoas não entendem a seriedade e o padrão que a própria Bíblia estabelece para a adoração. Alguns acham que é uma questão de gosto. Que podem fazer do jeito que quiser porque bastam fazer com o coração e não entendem os princípios de adoração no Antigo Testamento com Moisés, no tabernáculo, nem a excelência estabelecida por Davi, nem com os levitas, em Crônicas. É importante citar também o que Jesus fez no Novo Testamento e o que é adorar em Espírito e em verdade.

Qual a importância de os cristãos estarem envolvidos com a arte?
Vivemos em uma sociedade que valoriza demais as artes. Os cristãos têm que se engajar de forma séria e consistente nas artes para dialogar com a sociedade e comunicar a visão cristã nos mais diversos aspectos. Os cristãos precisam ter uma formação respeitável na área em que querem trabalhar. O problema é que, às vezes, a igreja acaba desenvolvendo algum trabalho superficial. Fazem apenas para colocar uma mensagem evangelística de qualquer jeito.

Como ter um ministério forte que incentive a cultura?
A igreja local precisa ensinar e incentivar que os cristãos tenham ferramentas sobre valores e visão cristã que os prepare para que se engajem no debate cultural de forma sabia e transformadora. Falta, a meu ver, líderes preparados nesse campo para capacitar outros. Inclusive, essa foi a necessidade que o IACA, do qual sou fundador, veio suprir.

Como separar o que é ‘estrelismo’ de um ato sincero de devoção?
Hoje vivemos em tempos de exposição: nas redes sociais e nas plataformas. Então, muito difícil separar só pelas “aparências” porque é mais uma questão de coração e de cada um. Mas sempre penso que ao olharmos os frutos e impacto da vida de alguém conseguimos diferenciar. E temos sempre que lembrar que o que interessa para Deus é a coerência e devoção pessoais e não o que mostramos para os outros.

Como as igrejas podem e devem trabalhar com a cultura?
As igrejas devem trabalhar com um diálogo honesto e engajado com a sociedade, e expressando através da sua arte, de qualidade e com conteúdo, os valores do Reino. A igreja deve ser incentivada a produzir arte fora dos muros do gospel e procurar influenciar de forma positiva a sociedade. As artes são ótimas ferramentas para comunicar a mensagem do Reino de Deus, que quer redimir todas as áreas da nossa vida.

*Extraído de Ultimato, adaptado por Comunhão

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