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terça-feira, 28 maio 2024

Arqueólogo Rodrigo Silva e ‘Ratanabá’: cidade perdida na Amazônia?

Na imagem o teólogo e arqueólogo Rodrigo Silva, e ao lado o Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, território Amazônico. Foto: Reprodução / YouTube Rodrigo Silva

Após a suposta cidade “Ratanabá”, perdida na Amazônia se tornar viral na internet, o arqueólogo e teólogo Rodrigo Silva responde ao apelo dos internautas 

Por Victor Rodrigues

Na última semana, uma suposta civilização antiga, de 450 milhões de anos, se tornou o destaque das redes sociais. A suposta cidade perdida de “Ratanabá” localizada na Amazônia, foi alvo de diversas especulações e vídeos divulgados na plataforma do  YouTube. 

De acordo com os internautas, o suposto império submerso na Amazônia brasileira, detém dimensões maiores que ‘a grande São Paulo’. Chamada de ‘capital do mundo’, a cidade esconderia ‘muita riqueza, como esculturas de ouro e tecnologias avançadas de nossos ancestrais e que estariam no subsolo da maior floresta tropical do mundo. 

Nas redes sociais, a suposta descoberta é relacionada ao instituto denominado Dakila Pesquisas, liderado pelo ufólogo e pesquisador Urandir Fernandes Oliveira.

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Sendo assim, muitos internautas cristãos pediram um posicionamento do arqueólogo Rodrigo Silva, renomado pelo seu conhecimento da área, e que detém no canal YouTube mais de um milhão e novecentos mil inscritos.  

Evidências arqueológicas

O arqueólogo Rodrigo Silva gravou o bate-papo semanal sobre Bíblia, arqueologia, história e em vídeo resposta, falou sobre “Ratanabá”, após ser questionado pelos seus seguidores. 

Em primeiro lugar, o arqueólogo disse que esse achado pode ser verdadeiro, entretanto, “não é como este sensacionalismo que essa boataria ‘internética’ está colocando”. 

“A primeira coisa que me registra uma grande suspeita desse anúncio, são as pessoas que estão por detrás dele, calma, não é aqui um argumento (…) de preconceito (…) o presidente dessa agência Dakila, é o Urandir, aquele famoso Ufólogo que foi apelidado aí como o pai do ‘ET Bilu’, e muita gente viu isso aí com sarcasmo, (…) mas tem muitas pessoas que seguem as ideias do Urandir, que acreditam nisso”, declara Rodrigo. 

Segundo Rodrigo Silva, na teoria da cidade perdida de “Ratanabá” existe a crença de que “o mundo começou na Amazônia” e “é do ponto de vista bíblico errado”. Pois o “mundo teria começado no Jardim do Éden” e seria em algum ponto do planeta que não daria para precisar, pois após o dilúvio “a paisagem da terra foi modificada”. 

Ele também citou o método científico chamado Light Detection and Ranging (LIDAR), uma técnica de arqueologia que através de emissão de luzes pode através de mapeamento aéreo perceber “a existência de um sítio arqueológico”. 

Incoerência 

De acordo com Rodrigo Silva, poucos dias antes da descoberta de Urandir sobre a cidade perdida de “Ratanabá”, um estudo realizado por arqueólogos europeus comprovou uma cidade pertencente ao povo “Casarabe” que habitou na Bolívia entre os anos 500 D.C e 1.400 D.C. 

“O dr. Heiko Prümers, do Instituto Arqueológico Alemão, detectou essa cidade pelo mesmo método do Urandir, que não sei se por coincidência, ou aproveitando o sensacionalismo do momento, (o Urandir) disse ‘eu também descobri'”, declarou Rodrigo Silva. 

“Ele não é o pioneiro disso, e se você for pesquisar na Universidade de São Paulo (USP), você vai ver que o Museu de Arqueologia e Etimologia (MAE), onde eu estudei, já tem muitas pesquisas indexadas publicas em jornais de periódicos de pesquisa mostrando a existência de cidades muito bem organizadas na atual floresta Amazônica tanto do lado brasileiro, no lado boliviano, e também ali do Peru”, complementou. 

Ele citou também a professora Dra. Fabíola Andrea Silva e o professor Dr. Eduardo Goes Neves, ambos do MAE – USP, que são especialistas em arqueologia da Amazônia, e que detém informações bem concretas sobre evidências arqueológicas da região. 

Arqueólogo Rodrigo Silva e 'Ratanabá': cidade perdida na Amazônia?
A “tese defendida” por eles diz ainda que a entrada para os túneis estaria escondida no Forte Príncipe da Beira, localizado no município de Costa Marques, em Rondônia. Foto: Reprodução

Em conclusão, o arqueólogo disse que não é novidade declarar que haviam civilizações anteriores à chegada dos portugueses e os espanhóis, pois existe indícios de civilizações na Amazônia, não apenas no lado brasileiro, mas também na Bolívia e no Peru. Ao que tudo indica eram civilizações ágrafas e não deixaram escrito até onde sabemos. Ou seja, há indícios de civilizações ali de seis mil anos. 

“‘ah mais o sujeito falou que é uma cidade que tem subterrâneo’, bom agora ele tem que provar isso (…) eu não conheço nenhum arqueólogo sério que vai falar que aquela cidade tem 450 milhões de anos, nem criacionistas nem evolucionistas”, concluiu Rodrigo Silva. 

Bíblia e teologia 

Antes de finalizar o vídeo, o teólogo e arqueólogo Rodrigo Silva, deixou um conselho bíblico, semelhantemente o de Paulo a Timóteo, “todas as vezes que vocês virem algo muito fora do comum na internet”, lembre-se de (2 Timóteo 4:1-5).

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. (2 Timóteo 4:3-4). 

“O que me chama atenção é que Paulo pede a Timóteo é que ele seja sóbrio em todas as coisas. Em um universo onde tantos acadêmicos querem defender o uso de maconha que ‘é uma coisa boa’, a Bíblia me aconselha a ser sóbrio em todas as coisas, inclusive nesta ‘boataria’ na internet”, finalizou. 

Assista 

 

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