Dezessete cristãos foram presos durante manifestação após fechamento de igreja na Argélia
Os cristãos da Argélia estão vivendo dias de horror após a Igreja do Evangelho Pleno ter sido fechada pelas autoridades locais, em outubro. Ao organizarem uma manifestação pedindo a reabertura da igreja, vários membros foram presos, espancados e insultados pela polícia. Inclusive o pastor Salah, líder da instituição.
Mesmo após a libertação, os cristãos continuam temerosos pois não foram informados se enfrentariam acusações jurídicas. A Igreja do Evangelho Pleno é a maiorda Tizi Ouzou, na Argélia. Tem cerca de 700 membros. É uma das três que foram fechadas a força em apenas dois dias.
Fechamento de igrejas
O fechamento das igrejas é outro passo do governo para fechar todas as igrejas cristãs no maior país da África. A maioria dessas igrejas faz parte da EPA (Eglise Portestante d’Algérie). Organização que agrega as igrejas evangélicas no país. Segundo o pastor Salah, é um ato de intolerância religiosa e violência para com os cristãos.
Para Salah, o fechamento de igrejas é preocupante para o futuro do cristianismo na Argélia. “Receio que as autoridades também proíbam as igrejas domésticas. Já vimos isso em nosso país, pastores cujas igrejas foram fechadas, começaram a fazer reuniões nas casas. E o governo também os proibiu disso. A única coisa que peço, é que a igreja livre de perseguição ore para que o Senhor esteja conosco durante essas dificuldades”, pediu.

Argélia na Lista Mundial da perseguição
A Argélia é o 22º país na Lista Mundial da Perseguição 2019. O extremismo islâmico e o autoritarismo do Governo contribuem para a perseguição religiosa e os ataques contra os cristãos no país.
Em 2018, cristão ex-muçulmano argelino foi absolvido depois de ser sentenciado por carregar uma Bíblia e outros itens cristãos com ele. Anteriormente, ele tinha recebido a sentença máxima de prisão, sendo que esse “crime” seria punível com seis meses e uma multa.
Em abril do mesmo ano, um cristão convertido foi solto após 18 meses na prisão. Ele foi sentenciado a 5 anos de prisão e recebeu uma multa por postar declarações consideradas insultos ao islamismo, em sua página no Facebook. Sua sentença foi reduzida após receber perdão presidencial.
*Com informações de Portas Abertas

