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domingo, 21 DE julho DE 2024

Aprenda a proteger a sua identidade digital e fuja de golpes

Fraudes impulsionam a indústria de verificação de identidade - Foto: Freepik

Fraudes relacionadas com a identidade digital podem causar grandes prejuízos financeiros e dor de cabeça

Você tem identidade digital? Se tiver e-mail, perfil nas redes sociais, conta bancária vinculada a algum site ou aplicativo, usa o WhatsApp ou tem qualquer outro cadastro on-line, a resposta é sim.

Mas, afinal, o que é identidade digital? “Ela estabelece uma identidade única para cada indivíduo, reunindo, de forma dinâmica, segura e automatizada, todas as informações de cadastro relevantes de uma pessoa. É por ela que o usuário interage, faz aquisições, vendas, ou simplesmente atua como um simples telespectador, consumindo conteúdos”, informa o professor do Centro Universitário FMU, Cláudio Boghi.

Outro ponto relevante é que a identificação digital pode ser múltipla, explica o diretor de Estratégia e Planejamento da TransUnion Brasil, Celso Nogueira. Dessa forma, pode ser composta por dados de pessoa física ou jurídica no mundo virtual e incluir informações cadastrais, biométricas, comportamentais, entre outras.

“A identidade digital tem o intuito de gerar uma personalização do acesso ao meio virtual, além de proporcionar segurança e experiência de navegação. Uma única pessoa ou empresa pode ter diversas identidades digitais à medida que se utiliza de diferentes dados para acessar diferentes ambientes virtuais”, esclarece Nogueira. Vale destacar que uma Identidade Digital, quando criada tendo privacidade como um dos princípios, torna a vida da pessoa mais simples e segura.

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Cuidado com a segurança

Se por um lado a identificação digital abre as portas do mundo virtual, por outro, todo cuidado é pouco para que não caia em mãos erradas. Afinal, fraudadores tentam roubar esses dados, pois são credenciais que permitem o acesso autorizado a plataformas que guardam valores, desde pessoais até financeiros. Então, o risco é sempre alto, destaca Yasodara Cordova, a Principal Privacy Researcher da Unico, IDtech líder em soluções digitais no Brasil.

“Os prejuízos econômicos, em caso de perda ou roubo de credenciais de identidades que se relacionam com atividades econômicas é sempre maior”, acrescenta a executiva da Unico.

Por conta disso, Cláudio Boghi acredita que o problema pode se transformar em uma grande dor de cabeça. “Porque ele (fraudador) poderá se passar pela pessoa e acessar dados bancários, abrir novas contas em instituições financeiras e até fazer empréstimos. Além disso, o golpista também pode solicitar cartões de crédito e fazer compras livremente, fora as ameaças que podem ser feitas ao usuário para adquirir mais informações dele”.

Vamos aos números? Entre abril e junho deste ano, 27% dos brasileiros sofreram alguma tentativa de fraude, conforme pesquisa trimestral Consumer Pulse, realizada pela TransUnion. Portanto, o grande “xis da questão” é: como proteger sua identidade digital?

A proteção deve ser feita em várias esferas, começando pela pessoal, alerta Yasodara Cordova. “A pessoa não deve compartilhar senhas ou perfis com companheiro(a) e nem anotar a senha em papel e deixá-lo à vista. Também não deve fornecer dados a terceiros, menos ainda sair criando perfis em redes com dados oficiais sem saber para que aquela rede ou espaço vai usá-los”, explica.

Antes de sair preenchendo qualquer cadastro, é preciso ainda questionar e entender para qual finalidade os dados pessoais serão utilizados e como as empresas garantem a segurança deles.

“É essencial que os usuários tenham uma relação de confiança com as empresas que vão guardar seus dados pessoais, sob o risco de entregá-los a organizações que não necessariamente vão cuidar deles”, reforça a executiva da Unico.

Vale destacar, segundo ela, que as instituições governamentais também têm o dever de zelar pela privacidade e, portanto, pela segurança dos dados dos cidadãos.

Fuja de golpes

Para escapar dos golpes, confira as dicas dos especialistas:

– Não abra links enviados por números ou pessoas desconhecidas;

– Use um gerenciador de senhas;

– Utilize a autenticação de múltiplos fatores, se possível sem senha;

– Jamais faça pagamentos para ter acesso a valores, bens ou serviços sem uma comprovação de confiança antes;

– Nunca faça uma transferência monetária sem antes confirmar o destinatário;

– Não clique em links de grupos de aplicativos sem ter certeza de que é um grupo de confiança;

– Não compartilhe sua senha com ninguém;

– Não compartilhe seu aparelho com ninguém;

– Não deixe seu celular desbloqueado longe dos olhos em hipótese alguma;

– Desconfie de descontos muito altos de lojas desconhecidas;

– Troque a senha do Instagram periodicamente e use letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números de 0 a 9;

– Verifique os contatos com regularidade. Muitas vezes, o contato é hackeado e troca-se a foto ou se apresenta de forma diferente;

– Desconfie quando a foto de um perfil do contato estiver vinculada a um número desconhecido ou suspeito que, até então, não estava vinculado à agenda;

– No caso do WhatsApp, por exemplo, fique atento ainda a certas mensagens que se mostrem confusas e diferentes de assuntos habituais que o seu amigo ou parente costuma enviar;

– Forneça um segundo e-mail em aplicativos, sites e apps, para a redefinição de uma senha ou códigos, caso o usuário se esqueça da senha de acesso.

Com informações de Agência Estadão

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