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quarta-feira, 28 outubro 2020

Após ‘trégua’, Rio volta a registrar alta nos números da covid-19

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Com 15.560 óbitos confirmados desde o início da pandemia, o Estado do Rio se equipara às regiões que foram mais duramente atingidas pela infecção

Por Roberta Jansen (AE)

O Rio de Janeiro tem uma das piores estatísticas do mundo sobre os números de casos e mortes por covid-19. Levantamento do grupo Covid-19 Analytics, formado por especialistas da PUC-Rio e da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que, se o Estado fosse um país, ficaria em segundo lugar no número de óbitos por milhão de habitantes. Estaria atrás apenas de San Marino, na Europa.

Para fazer essa comparação, os pesquisadores consideraram o mesmo dia epidemiológico, no caso, o de número 156. Calculando o número de mortes por milhão de habitantes, San Marino registra 1 237, seguido do Rio de Janeiro, com 884; da Bélgica, com 851; do Peru, com 808; e da Espanha, com 609.

Com 15.560 óbitos confirmados desde o início da pandemia, o Estado do Rio se equipara às regiões que foram mais duramente atingidas pela infecção, como a Lombardia, na Itália, que registrou 16.857 mortes. Nova Jersey, nos Estados Unidos, tem 15 953 mortes e, Nova York, 32.891.

Uma tendência de estabilização e até mesmo de queda nos números de casos e óbitos era sentida logo no começo do mês de agosto. Mas a situação mudou. A média móvel (soma semanal dos pacientes, dividida por sete e atualizada diariamente,) de infectados pelo vírus aumenta há nove dias consecutivos. Na capital, onde a tendência de elevação começou um pouco antes, a média saltou de 374 para 808, entre 9 e 23 de agosto,um aumento de 116%.

O número de óbitos, que também vinha caindo, está registrando aumento há seis dias seguidos. Na última terça-feira, a média móvel registrada era de 119 óbitos por dia, um aumento de 89% em relação a duas semanas antes.

Um outro parâmetro importante veio do Grupo de Trabalho Multidisciplinar sobre a Covid-19 da UFRJ. Segundo um novo levantamento, na última semana o índice de transmissão do vírus na cidade do Rio aumentou. O “R”, como é chamado pelo especialistas, passou de 1,14 para 1,18. Ou seja, 100 pessoas infectadas podem contaminar outras 118. O ideal para a estabilização e queda de uma epidemia seria um R menor que 1.

O governo do Estado e a Prefeitura dizem, no entanto, que a alta nos casos e óbitos seria um reflexo da aplicação dos novos parâmetros de registro de casos do Ministério da Saúde e do atraso nas notificações.

O registro de casos de infecção pelo SARS-CoV-2 só era feito mediante do teste molecular (PCR) positivo. Desde o início deste mês, no entanto, os critérios são mais abrangentes, e incluem também exames de imagem e avaliações clínicas, o que teria aumentado o número de diagnósticos.

Outra explicação para a elevação do número de mortes é que grande parte do aumento se deveria ao atraso no registro de óbitos que, na verdade, teriam ocorrido entre abril e maio.

“Não estamos tendo uma segunda onda no Rio”, afirmou o economista Marcelo Medeiros, da PUC, coordenador do Covid-19 Analytics. “O que vemos neste aumento recente é que há muitas notificações antigas que estava represadas e estão entrando agora. Entre abril e maio morreu muita gente, foi uma tragédia ”

A especialista em gestão de saúde Crystina Barros, integrante do grupo técnico de enfrentamento à Covid-19 da UFRJ, discorda do colega. Para ela, parte da elevação pode até ser creditada às mudanças de critério, mas há um aumento consistente no número de casos e mortes no Rio de Janeiro que refletem uma flexibilização precipitada das regras do isolamento social.

“Começamos a flexibilizar as medidas de isolamento em julho, quando ainda estávamos com um patamar alto de óbitos e notificações de novos casos”, disse a especialista. “E a mudança de uma fase para outra não respeitou o que a vigilância prevê, que é abrir, monitorar e só então avançar.”

Além disso, aponta Crystina Barros, as autoridades nunca conseguiram fazer a fiscalização das medidas, e muitas pessoas não respeitam as regras de distanciamento e uso de máscara.

“Por razões do meu trabalho, tenho circulado muito em Campo Grande, Duque de Caxias e Barra da Tijuca”, contou. “Exceto pelo fato de as escolas estarem fechadas, é vida normal na rua. Vejo muita gente usando a máscara no queixo. Não consigo entender a dificuldade de colocar a máscara no nariz.”

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