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segunda-feira, 9 DE fevereiro DE 2026

Após anos, missionários celebram conversões em aldeia isolada na Ásia

Pessoas impactadas pela obra missionária - Foto: Reprodução/IMB

O avanço ocorreu após um longo período de resistência cultural e religiosa, em um contexto no qual até líderes cristãos locais duvidavam da existência de grupos totalmente não alcançados na região

Por Patricia Scott

Depois de cinco anos de trabalho ininterrupto em uma aldeia remota do Sudeste Asiático, missionários comemoraram as primeiras conversões ao cristianismo em uma comunidade até então sem contato com o Evangelho. O avanço ocorreu após um longo período de resistência cultural e religiosa, em um contexto no qual até líderes cristãos locais duvidavam da existência de grupos totalmente não alcançados na região.

Edward e Terri Janklow, ligados ao Conselho de Missões Internacionais (IMB), dedicaram mais de 20 anos à evangelização de minorias étnicas conhecidas pela forte ligação ao budismo. Ao chegarem à aldeia, encontraram uma população que sequer reconhecia o nome de Jesus. Em um episódio relatado pelos missionários, uma moradora acreditou que “Jesus” fosse o nome de outra aldeia, evidenciando o isolamento religioso do local.

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A primeira conversão foi a de Mya, que conheceu os missionários ainda criança, aos 12 anos. Curiosa, ela acompanhava as visitas, ajudava na tradução de histórias bíblicas e mantinha conversas frequentes com o casal, embora afirmasse que seguiria o budismo. Durante anos, ouviu as mensagens sem demonstrar intenção de mudar de fé, enquanto a maioria dos moradores permanecia indiferente às ações evangelísticas.

Após quatro anos sem nenhum convertido, os missionários retornaram temporariamente aos Estados Unidos e mobilizaram igrejas para orar por frutos no campo missionário. No ano seguinte, já adolescente, Mya decidiu estudar em uma escola bíblica para aprender inglês e, nesse processo, afirmou reconhecer sua necessidade de um Salvador. Para o casal, a conversão simbolizou a importância da perseverança em um trabalho marcado por dificuldades logísticas, deslocamentos longos a pé e episódios de perseguição a novos cristãos.

Com o passar do tempo, o impacto se estendeu à família de Mya. Seu pai, conhecido na aldeia e inicialmente reticente, levou 18 anos para se converter, após abandonar práticas religiosas tradicionais e demonstrar interesse crescente pela fé cristã. Hoje, pai e filha anunciam juntos o Evangelho na própria comunidade. Para os missionários, a história reforça a convicção de que resultados podem levar décadas, mas a fidelidade, segundo eles, transforma realidades. Com informações IMB

*Alguns nomes foram alterados por motivos de segurança.

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