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sábado, 27 novembro 2021

Apoio emocional para estudantes de escolas públicas de SP

Escolas públicas de São Paulo terão suporte emocional para alunos: “muito válida a iniciativa e complementa o trabalho que as igrejas já vem fazendo”, disse o pastor Paulo Eduardo, da primeira igreja batista de São Paulo

Por Priscilla Cerqueira 

Uma em cada quatro crianças e adolescentes ouvidas em uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP apresentou ansiedade e depressão durante a pandemia com níveis clínicos, com necessidade de intervenção de especialistas. Para reverter esse quadro é que agora as escolas públicas do estado de São Paulo terão um programa de suporte emocional para alunos.

O governador João Dória sancionou o projeto de lei 17.413, no dia 23 de setembro, que cria esse programa. O objetivo é garantir que alunos que sofrem de transtornos mentais consequentes da pandemia possam ser atendidos pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

O projeto de lei é de autoria da deputada Patrícia Bezerra. A parlamentar se baseou justamente esse estudo da USP para justificar seu projeto. A pesquisa monitorou a saúde mental de 7 mil crianças e adolescentes de todo o País desde junho do ano passado.

“Diante da pandemia, os problemas emocionais de muitos adolescentes e jovens se agravaram com o isolamento social, a perda de entes queridos e as aulas interrompidas. Todo esse estresse e insegurança sobre o futuro desses jovens geram o aumento nos sintomas de depressão e ansiedade”, destaca a deputada, que também é psicóloga.

O que consta no projeto

patrícia bezerra
Deputada estadual Patrícia Bezerra (PSDB), autora do projeto de lei. Foto: Reprodução

Segundo o projeto, os atendimentos clínicos e psicológicos deverão ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em modalidade presencial ou virtual, com equipe multidisciplinar, envolvendo também a família e a comunidade.

“Práticas e políticas públicas voltadas para a promoção de saúde mental e prevenção do suicídio são de extrema relevância nesse momento de pandemia”, destacou a parlamentar.

Pastor Paulo Eduardo, da Primeira Igreja batista de São Paulo disse que a iniciativa do projeto é super válida. “Converso muito com os pais, que relatam que os filhos sentiram muita falta da escola nesse período de pandemia, então essa iniciativa ajuda muito e até complementa o trabalho que as igrejas também já vem fazendo relacionado a isso”.

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