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quinta-feira, 15 DE janeiro DE 2026

Ansiedade pode sabotar planos e projetos de vida

Em níveis elevados, a ansiedade pode levar ao esgotamento emocional, dificultar a concentração, afetar a autoestima e fazer com que o projeto deixe de ser uma fonte de sentido e passe a ser vivido como uma ameaça. Foto: Reprodução

Especialistas explicam como o transtorno pode minar o foco, as decisões e a persistência

Por Cristiano Stefenoni

Entre os muitos transtornos que a ansiedade pode trazer, um, em especial, chama a atenção: atrapalhar o sucesso de um projeto de vida. Isso porque estudos clínicos mostram que a ansiedade pode reduzir a capacidade de concentração e dificultar o foco para cumprir tarefas, o que interfere diretamente na conquista de objetivos. Se você faz parte dos mais de 1 bilhão de pessoas com transtorno mental no planeta – segundo a OMS – então, precisa entender como evitar que a sua mente o faça desistir dos seus sonhos.

“A ansiedade pode gerar paralisia, procrastinação, medo excessivo do futuro e autocrítica intensa. Pessoas ansiosas tendem a antecipar cenários negativos, duvidar constantemente de suas escolhas e se cobrar de maneira rígida, o que compromete a tomada de decisões e a persistência. Em níveis elevados, a ansiedade pode levar ao esgotamento emocional, dificultar a concentração, afetar a autoestima e fazer com que o projeto deixe de ser uma fonte de sentido e passe a ser vivido como uma ameaça”, explica o médico psiquiatra, Dr. Jose Luis Leal de Oliveira.

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Segundo ele, muitas pessoas desistem de seus projetos de vida porque o caminho até a realização costuma ser mais longo, incerto e exigente do que se imagina inicialmente. “Ao longo do percurso surgem frustrações, comparações com outras pessoas, medo de errar, insegurança quanto às próprias capacidades e pressões externas, como expectativas familiares e sociais. Quando esses fatores se acumulam e não são bem elaborados emocionalmente, o sonho passa a ser associado a sofrimento, ansiedade e sensação de fracasso, levando ao abandono como uma forma de alívio imediato”, justifica Oliveira.

O psiquiatra enfatiza ainda que o ideal, para evitar frustrações, é construir projetos de vida mais realistas e flexíveis. “É importante compreender que todo projeto é um processo, com avanços, pausas e ajustes, e não um caminho linear. Estabelecer metas possíveis, dividir objetivos grandes em etapas menores, respeitar o próprio ritmo e buscar apoio emocional – seja de pessoas de confiança ou de um profissional – são estratégias fundamentais. Além disso, aprender a lidar com frustrações e compreender que erros fazem parte do crescimento ajuda a sustentar o projeto ao longo do tempo”, afirma.

Na sua opinião, se bem administrada, a ansiedade pode até ser usada de forma positiva. “A ansiedade, em níveis moderados, pode ser um sinal importante de que algo é significativo para a pessoa. O ponto central é aprender a reconhecê-la e regulá-la, em vez de tentar eliminá-la completamente. Estratégias como autoconhecimento, organização da rotina, cuidado com o corpo, práticas de relaxamento e acompanhamento psicológico ajudam a transformar a ansiedade em motivação e planejamento”, pontua o médico, que completa:

“Quando bem manejada, ela pode impulsionar o desenvolvimento, favorecer a preparação e aumentar o compromisso com os próprios objetivos, sem comprometer a saúde emocional”.

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Nem todos querem pagar o preço

Na visão da psicóloga e psicanalista, Nadja Martins, que também é terapeuta de casal, família, adolescentes e adultos, não é a ansiedade em si que atrapalha ou impede tão somente o projeto de vida das pessoas. O problema está em não ter a disposição necessária para pagar o preço que o sonho exige.

“Nem todo mundo paga o preço por seu desejo. Isso é o que faz com que os projetos da vida não se realizem. Não é porque fiquei ansioso que me tornei impedido de fazer. Quanto custa as mudanças pessoais para que você realize seus objetivos? Todo desejo, para que se realize, exigirá uma mudança pessoal”, explica.

A psicóloga acredita que a ansiedade tem o seu lado bom e ruim. Mas caso ela venha a se tornar patológica a ponto de paralisar as ações da pessoa, o ideal é procurar ajuda profissional. “Como lidar com a ansiedade de modo a transformar um sentimento ruim em algo bom? Primeiro, é terapia. Você precisa compreender seus sentimentos para concluir o é ruim e o que é bom. Não conseguimos eliminar nossos desconfortos, mas conseguimos lidar com eles”, conclui.

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