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domingo, 11 abril 2021

Missionária capixaba tem sua arte conhecida internacionalmente

Ângela Maria Vasconcelos ou apenas Ângela Gomes. O nome desta capixaba nascida em Cachoeiro de Itapemirim está entre os mais respeitados do mundo da arte, principalmente se o assunto for o estilo naïf. Sua obra é conhecida internacionalmente por representar as paisagens e a cultura do Espírito Santo.

Recentemente, a pintora foi premiada no “X Art Naif Festiwal” em Katowice, na Polônia, um feito inédito para América Latina. Em seguida, foi convidada de honra do “Premier Salon Internacional de Arte Naif”, no Peru. Em outubro, uma nova porta para dar ainda mais visibilidade ao seu trabalho: a participação como expositora no “Salon Internacional d’Art Contemporain”, que aconteceu no Art Shopping – Carroseul du Louvre, em Paris. “Recebi com muita alegria mais essa oportunidade de levar o colorido das minhas obras para a França. Estar no Carrousel du Louvre é um sonho para qualquer artista”, declara.

Colheita-de-LavandasFilha do comerciante Cecílio Mendes Vasconcelos e da dona de casa e artesã Deuzelina Zanca de Vasconcelos, Ângela nasceu em 1953. Seu encontro inesperado com a arte aconteceu no quintal de casa. “Ainda menina, fui brincar no quintal da nossa casa. Após uma longa noite de tempestade, o vento espalhou a areia, e foi sobre ela, usando um palito de picolé, que comecei a dar os meus primeiros traços artísticos: desenhei um carro (Fusca) que estava estacionado em frente à casa. A riqueza dos detalhes com que desenhei me impressionou, e isso fez aumentar o meu fascínio pelas cores”, define a pintora.

Logo as habilidades da pequena Ângela começaram a ser notadas, pois pela vivia com lápis de cor desenhado por toda parte. Recortes de revistas, desenhos e montagens, tudo virava arte em sua mão, que também estampava tecidos – tudo de forma natural e espontânea.

Em 1973, Ângela Gomes interrompeu os estudos e o trabalho para se casar com Darci Gomes, com quem teve três filhos, Kheytte, Kleiverson e Kene. A primeira exposição individual foi realizada em 1981, no Espaço Alternativo de Artes, pertencente à então Escelsa (hoje EDP Espírito Santo), no Centro de Vitória. Para a sua surpresa, nenhum convidado apareceu. Só estavam presentes Ângela (grávida de Kene) e o fotógrafo contratado para o evento. Mas o episódio não destruiu o sonho de apresentar seu trabalho.

Foi em 1987, no ateliê da renomada artista plástica Raquel Gallena, no Embu das Artes, São Paulo, que Ângela teve o primeiro contato com a estética naïf. Daí para a frente, ela passou por muitas cidades do interior do Espírito Santo, retratando as paisagens. Os pontos marcantes, delicados e aparentemente inocentes revelam uma grande artista. “Mudei meu procedimento com a descoberta da pintura ingênua. Permaneci com a mesma fascinação pelas paisagens regionais e pelas cenas que expressam a arte e a tradição popular – o povo, seus usos e costumes”, ressalta a capixaba.

Vida cristã

Ângela Gomes frequenta a Igreja Cristã Evangélica – Casa de Oração, do bairro São Torquato, em Vila Velha. Converteu-se ao Evangelho ainda menina, aos 9 anos. Atuante na sua congregação, contribui no grupo feminino e no bazar missionário da comunidade e auxilia nas atividades da Associação de Obreiros Cristão – AOC, em Vila Paulista, Barra de São Francisco, entidade da qual seu esposo, Darci Gomes, é presidente atualmente. “Além da minha pintura, quero ser conhecida como uma pessoa salva do inferno e serva pela graça do Senhor Deus. Meu objetivo é poder testemunhar e pregar o amor de Deus na minha vida e na vida de outras pessoas através da arte naïf”, finaliza.


Contato

Site: Angelagomesnaif.com.br
Telefones: 27 999781001
Facebook: angelagomesnaif

 

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