Amy Lee era uma linda jovem autista de apenas 17 anos que, diante de sua dor, decidiu deixar de viver.
Por Lilia Barros
Ela tirou sua vida em consequência de bullying, falta de compreensão, empatia e julgamentos. Se as taxas de suicídio são muito maiores nas pessoas no TEA, quando se trata do sexo feminino então, muito mais, especialmente em casos mais leves.
Suas dificuldades são constantemente questionadas e invalidadas, a pressão social é maior, e isso precisa mudar.
“As taxas de suicídio em moças e mulheres (que tenham outros diagnósticos psiquiátricos, como ansiedade e transtornos do humor) são devastadoramente maiores do que em rapazes e homens.”, como divulgou o site www.canalautismo.com.br
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Alguns fatores são apontados como risco para saúde mental das autistas, o que leva à reflexão: com a dificuldade dos profissionais para diagnosticarem mulheres, e que ainda apresentem outros transtornos, pode-se ver como resultado os riscos serem desapercebidos ocasionando maus diagnósticos, falta de intervenções ou até mesmo não diagnósticos.
A expectativa social que se cria para que as autistas mascarem estereotipias e stimming (stimming ou stim são movimentos corporais repetitivos que autoestimulam um ou mais sentidos de maneira regulada), agindo assim como se fossem típicas, é o maior fator de risco para a saúde mental dessas mulheres, pois isso gera ansiedade e diminuição de autoestima.
Desrespeita-se, assim, um dos principais déficits do autismo que é de interação social e também as individualidades dos sujeitos.
A parte feminina do autismo é mais afetada por condições como ansiedade, depressão e transtornos alimentares, além de maior propensão a demonstrarem sofrimento psicológico, o que também podemos relacionar ao diagnóstico tardio.
Os critérios diagnósticos para homens são mais claros, o que facilita que recebam seus laudos mais precocemente.
Fonte: @autizando


