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sábado, 10 DE janeiro DE 2026

Amor ao dinheiro é idolatria, afirma teólogo

Dr. Jung Mo Sung, coreano radicado no Brasil, é teólogo, cientista da religião, doutor em Ciência da Religião, autor do livro “O Sagrado e o Santo: a rebelião de Eva e o pecado original do capitalismo” (Ed. Recriar). Foto: Divulgação

Dr. Jung Mo Sung fala sobre como o amor ao dinheiro pode ser a ruína do cristão 

Por Cristiano Stefenoni

Seria o capitalismo a religião do século XXI? Como o amor ao dinheiro pode ser a ruína do cristão? Essas e outras perguntas foram respondidas pelo Dr. Jung Mo Sung, convidado do Comunhão Entrevista. Coreano radicado no Brasil, aos 68 anos ele é teólogo, cientista da religião, doutor em Ciência da Religião, autor do livro “O Sagrado e o Santo: a rebelião de Eva e o pecado original do capitalismo” (Ed. Recriar).

Dr. Sung lembra que o alerta sobre amar o dinheiro a ponto de idolatrá-lo foi dado por Cristo. “Foi Jesus que colocou essa diferença: ‘Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro’ (Mateus 6:24). O que Ele coloca é que o dinheiro, já naquela época, estava assumindo o lugar de Deus. Cristo fala da solidariedade, do amor, do perdão. E quem adora o dinheiro, perde a noção de vida comunitária”, ressalta.

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Ele explica que um dos grandes males do amor ao dinheiro é que ele acaba com a sensibilidade de ajudar o próximo. “Uma criança com fome, por exemplo, não tem culpa. A culpa é dos pais, não do filho. Mas a idolatria ao dinheiro faz você não ter compaixão nem de uma criança”, justifica.

Na sua opinião, a vida de Jesus na Terra serviu de exemplo sobre como o cristão deve viver. “O apóstolo Paulo fala que, para Deus, ‘Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher; pois todos vocês são um em Cristo Jesus’ (Gálatas 3:28), enfatizando, com isso, a unidade e a igualdade em Cristo, removendo distinções sociais e raciais. Para Deus, todos são iguais. Essa é uma grande contribuição que o cristianismo oferece a história da humanidade”, pontua.

Quer saber mais sobre esse tema? Assista a entrevista na íntegra!

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